Vinho “Entradas” quer conquistar o mercado

Vinho “Entradas” quer

Criar o seu próprio vinho no Alentejo foi o “mote” que levou o ribatejano Diogo da Franca Perdigão a investir no concelho de Castro Verde, onde nasceu o vinho “Entradas”.
Mas recuemos até 1998, altura em que Diogo, com apenas 25 anos e uma licenciatura em Engenharia Agro-alimentar, descobriu, através de um anúncio no jornal, a Herdade das Fontes Bárbaras, a cerca de sete quilómetros da vila de Entradas.
O objectivo de Diogo era avançar imediatamente para a produção de vinho, mas encontrou muitas resistências. Não faltou quem o quisesse demover da ideia. Durante cerca de 10 anos os entraves foram muitos. Só em 2008 plantou a primeira cepa. Depois, o percurso até ao surgimento do vinho “Entradas” foi relativamente rápido.
No primeiro ano a vinificação foi feita no Bombarral porque a empresa não teve capacidade financeira para conseguir ter a sua própria adega. Mas em 2012 a produção do vinho “Entradas” já foi completamente concretizada no Monte das Fontes Bárbaras.
Para produzir o seu vinho, Diogo da Franca Perdigão investiu cerca de um milhão de euros. Um esforço financeiro muito relevante que, contudo, “também está a ser gratificante”.
“A aceitação acabou por ser bastante boa. Este ano, o vinho já é totalmente produzido e vinificado no Baixo Alentejo e regista bons níveis de comercialização. As pessoas procuram e, apesar da crise, não tenho razões de queixa”, declara o vitivinicultor que, segundo revela, canaliza para o sector da restauração cerca de 50% da produção, sobretudo no formato bag-in-box de 20 litros.
Apostar na exportação, “com um vinho de outro patamar e maior aceitação”, é uma das metas para o próximo futuro. Mas o produtor da Herdade das Fontes Bárbaras quer sobretudo “manter o segmento da restauração e dos pequenos clientes”.
“O nosso preço é competitivo e vamos continuar a apostar no bag-in-box”, afirma, confiante que o “vinho tem uma relação qualidade preço muito boa”.
Quanto ao mercado externo, revela que já existem “contactos adiantados com importadores do Brasil, que deverão concretizar-se na próxima Primavera”.

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Correio Alentejo

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