Vereadores do PS em Beja criticam gestão danosa da CDU

Vereadores do PS em Beja

Os vereadores do PS na Câmara de Beja acusam a maioria CDU, liderada por João Rocha, de “gestão danosa” e de não cumprir as regras vigentes de contratação pública.
Em causa está o facto da autarquia, através da EMAS – Empresa Municipal de Água e Saneamento, ter adquirido um equipamento destinado à produção de massas asfálticas para a pavimentação de estradas pelo valor de 285 mil euros, mais IVA.
De acordo com os vereadores socialistas, trata-se de um equipamento usado e com 20 anos, tendo a Câmara Municipal “obrigado” a EMAS “a contrair um empréstimo de curto-prazo” para a aquisição do mesmo.
“Relembramos que empréstimos de curto-prazo só podem ser usados para suprir carências temporárias de tesouraria, nunca destinar-se a investimento como foi o caso. Começam aqui os atropelos à lei”, afirmam os eleitos do PS em comunicado, acrescentando que o objecto de actuação da EMAS “está longe de ser este, já que a mesma se dedica à gestão da água e do saneamento”.
Os socialistas contestam ainda que a empresa vendedora tenha imposto no contrato “uma cláusula em que não assumia qualquer responsabilidade em caso de avaria do mesmo”, assim como o facto de o equipamento só ser entregue “num prazo de seis meses”, apesar da Câmara de Beja ter pago “quase a pronto” uma tranche de 200 mil euros “sem qualquer contrapartida ou garantia”.
No comunicado, os socialistas estranham também que a empresa vendedora só se tenha relacionado “mais três vezes com a Administração Pública, sendo que duas dela estiveram na base de venda de equipamento à Câmara de Serpa, não demostrando por isso, sequer, ser um fornecedor com implementação mínima no mercado”.
Todas estas questões, continuam os vereadores do PS, forma colocadas ao executivo na reunião desta quarta-feira, 3 de Junho, tendo a equipa de João Rocha optado por “um silêncio generalizado” e não apresentando “sequer argumentos alguns”.
“Está decisão vai deixar uma marca muito negativa neste mandato do PCP. Mais uma, infelizmente, a somar à intenção de demolir o reservatório da praça. Quer numa quer noutra não há racionalidade económica, nem tão pouco racionalidade estratégica e muito menos defesa do interesse público”, concluem os eleitos do PS.

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Correio Alentejo

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