Vendas e receitas da Somincor caíram em 2022

As receitas das vendas e o lucro bruto da Somincor em 2022 diminuíram face ao ano anterior, revela o relatório anual da multinacional sueco-canadiana Lundin Mining, proprietária da concessionária das minas de Neves-Corvo, divulgado na semana passada e ao qual o “CA” teve acesso.

De acordo com o documento, em 2022 a empresa mineira com sede em Castro Verde realizou vendas no total de 411 milhões de euros [à taxa de câmbio de dólares americanos para euros nesta quinta-feira, 9], cerca de menos 43,5 milhões que no ano anterior, depois da produção de zinco ter aumentado para as 82.435 toneladas e a de cobre caído para as 31.906 toneladas.

Em Neves-Corvo foram ainda produzidas, em 2022, um total de 3.306 toneladas de chumbo e mais 1.383 toneladas de prata. Em ambos os casos a produção ficou abaixo da registada no ano anterior.

Tudo isto fez com que o lucro bruto (que consiste na diferença entre as vendas faturadas e o custo dos produtos faturados, sem incluir custos administrativos, financeiros ou outros) da Somincor em 2022 se tenha ficado pelos 2,3 milhões de euros, bem abaixo dos 118,6 milhões de 2021.

O relatório da Lundin Mining indica mesmo que a atividade da empresa de Neves-Corvo apenas registou lucro no primeiro trimestre do último ano, por oposição aos prejuízos averbados no segundo, terceiro e quarto trimestre.

No relatório, a multinacional sediada em Toronto (Canadá) nota que o lucro bruto do exercício de 2022 foi menor que o do ano anterior “devido a custos mais altos de energia e consumíveis e ao menor preço do cobre”.

Ainda assim, refere a mesma fonte, “os custos mais altos foram parcialmente compensados por movimentos cambiais favoráveis” devido à quebra do euro.

No seio da Lundin Mining, as receitas da Somincor em 2022 acabaram por representar 14% das vendas totais do grupo, o mesmo que no ano anterior. A mina baixo-alentejana surge no quarto lugar em termos de receitas no seio do grupo Lundin Mining, atrás da chilena Candelária (43%), da norte-americana Eagle (17%) e da brasileira Chapada (16%) e à frente da mina sueca de Zinkgruvan (10%).

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Correio Alentejo

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