“Um ano perdido em Beja”, dizem vereadores do PS

“Um ano perdido em Beja”

Os primeiros 12 meses de mandato do comunista João Rocha na presidência da Câmara de Beja foram, para os vereadores do PS, um “ano perdido” e de “grande desilusão”.
Os eleitos socialistas fizeram esta terça-feira, 28, em comunicado enviado ao “CA”, uma extensa análise à actuação de executivo da CDU durante este primeiro ano de mandato e concluíram que o processo de desenvolvimento em curso na autarquia desde 2009, pela mão do PS, “não só foi interrompido como sofreu um retrocesso dificilmente recuperável”.
Entre “os pontos de maior frustração”, os vereadores do PS apontam a “total desorganização” dos serviços municipais e municipalizados, não se conhecendo “qualquer estratégia, nem objectivos claros ou mesmo uma orientação definida e coerente” na Câmara ou na EMAS.
“Os trabalhadores estão quase em auto-gestão dos assuntos correntes e quase todos os projectos de investimento estão estagnados, alguns já perdidos”, acusam os socialistas.
Os vereadores criticam ainda a diminuta taxa de execução do Plano de Actividades da autarquia (perto de 15%), assim como o facto de não ter sido iniciada “qualquer nova obra”.
“E das que estavam em curso no final do mandato [do PS] ou já previstas e projectadas, apenas a iluminação do castelo e a ligação rodoviária ao Bairro do Pelame foram concluídas”, argumentam.
No plano da Educação, os vereadores do PS consideram ter havido uma “acentuada degradação das condições técnicas, pedagógicas, de segurança e do ambiente escolar” no concelho, condenando igualmente o silêncio do executivo comunista, “do presidente ao vereador da Educação”, perante os problemas sentidos no arranque ano escolar 2014-2015.
Bastante críticos, os socialistas acusam a maioria CDU de utilizar “os mais de três milhões de euros do ‘saco azul’ do orçamento para contratar, sobretudo, apoiantes da campanha eleitoral autárquica para serviços externos de organização de festas e feiras”, ao mesmo tempo que condenam a extinção da empresa municipal Inovobeja.
Os vereadores do PS sublinham ainda que “as promessas feitas” pela CDU na campanha de 2013 “foram rapidamente esquecidas”, dando como exemplos o reforço dos apoios financeiros ao movimento associativo, a passagem do Museu Regional para a Câmara ou a descida das taxas dos impostos municipais.
Por fim, os socialistas lamentam que os outros órgãos e membros da governação municipal seja “quase totalmente esquecidos e ignorados” pelo executivo de João Rocha, garantindo que “há informações e pedidos de esclarecimento, solicitados há diversos meses, alguns desde o início do ano, pelos eleitos na oposição, particularmente os vereadores, que ainda não tiveram resposta”.
“A oposição é tratada arrogantemente sem respeito, sem ser ouvida ou auscultada – tal como as chefias, técnicos e trabalhadores em geral –, numa tentativa patética e pouco inteligente do executivo CDU, que ao tentar ignorar a oposição pensa poder mais facilmente silenciá-la”, concluem os eleitos do PS.

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Correio Alentejo

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