Trigo Limpo festejam 30º aniversário no Teatro Pax Julia

Trigo Limpo festejam 30º aniversário no Teatro Pax Julia

A noite de sábado, 21, vai ser de nostalgia no Teatro Pax Julia!
Tudo porque a sala bejense vai receber, a partir das 21h30, o concerto comemorativo do 30º aniversário do Grupo Musical e Instrumental Trigo Limpo, que foi um caso ímpar de sucesso nas décadas de 80 e 90 e autor de melodias que ainda hoje marcam o imaginário de muitos baixo-alentejanos, sobretudo na diáspora.
“Éramos todos bons rapazes e raparigas. Afinadinhos na Igreja. Muito aprumados e com alguma queda para o sacro e … talvez o profano. Fomos andando e criando ideias. As ideias passaram a actos. Às nossas vozes juntámos o instrumental. Corremos aventuras de contar e cantar o Alentejo. Do cante e do instrumento surgiram coros de protesto, indignações, mas também de aplausos e encorajamento”, lembra o grupo no texto que serve de apresentação ao espectáculo de sábado, que terá como “convidados de honra” os grupos Trigo Limpinho e Bacoustic, o músico Miguel Camões Martins e o humorista Jorge Serafim.
A longa carreira (mas ultimamente muito intermitente) carreira dos Trigo Limpo arrancou no já longínquo ano de 1981, quando uma grupo de três dezenas de jovens bejenses se reuniram e formaram… os Bico d’Obra.
Contudo, pouco tempo depois, o grupo acabou por mudar de nome e em 1983, após um concerto na Feira Popular de Lisboa, acabou por editar o seu primeiro LP (os CD’s viriam mais tarde), intitulado “Nos Campos do Alentejo”.
Estava dado o mote para o período mais áureo e profícuo no percurso dos Trigo Limpo, que até 1996 editou mais meia dúzia de discos, todos eles com uma vincada identidade alentejana e alguns bastante elogiados: “Agora… Assobia-lhe às Botas!” (1985), “Contraste” (1986), “Recordações” (1987), “Luar d’Agosto” (1988), “Horizontes” (1991) e “Loucura Alentejana” (1996).
Os anos passaram e desde então as aparições públicas do grupo têm sido bem menos frequentes.
“Cá estamos hoje, mais cinzentos nos cabelos, mas mais objectivos nos desígnios. Se num ontem fomos reconhecidos, estamos certos que ainda hoje muitos estão connosco”, admitem os elementos do Trigo Limpo, que só pede aos seus admiradores que se lhes juntem no sábado… para cantar o Alentejo.
“Sejam nossos parceiros na alegria que sentimos quando disseram que tínhamos que estar convosco. Assim, o cantar tem mais sentido. Todos cantando conseguimos afastar a solidão que tanta mágoa derrama nos nossos corações. Nascemos para ser felizes. Que o sejamos assim, a cantar. Pois cantar é um acto de solidariedade, de companheirismo, um acto de cidadania cultural e social”, concluem.

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Correio Alentejo

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