Tratamento de demências na Fundação de Casével

Tratamento de demências

A Fundação Joaquim António Franco e Seus Pais, com sede em Casével (Castro Verde), pretende ampliar a sua Unidade de Cuidados Continuados (UCC) e dar uma resposta mais virada para utentes com demências, nomeadamente os que sofram de doenças como Alzheimer ou Parkinson.
O projecto da instituição já foi apresentado aos serviços do Ministério da Saúde e da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, que o estão ainda a avaliar.
A ideia passa por ampliar a UCC de 21 para 43 camas, tirando partido das instalações do antigo lar de idosos da Fundação, que estão no mesmo edifício e ficaram desocupadas no Verão, após a abertura da sua nova estrutura residencial para pessoas idosas.
“Temos conhecimento que os doentes de Alzheimer e de Parkinson têm aumentado nos últimos tempos e não há em Portugal respostas profissionalizadas para estes doentes, que normalmente se encontram em lares que não estão preparados com profissionais devidamente habilitados para tratar este tipo de doenças, e para dar um maior conforto e uma melhor forma de vida que as pessoas merecem ter”, justifica ao “CA” o director-executivo da Fundação criada em Casével em 1961.
Carlos Moreira acrescenta ainda que uma unidade de cuidados continuados virada para as demências é “importante”, ainda mais “não havendo a sul do país nenhuma resposta destas”.
“Por isso apostamos nesse nicho importante e tão fundamental para as famílias que se confrontam com problemas de familiares que apresentam sinais de Alzheimer e Parkinson”, diz.
O aproveitamento do antigo lar para ampliar a UCC há muito que está na mente dos responsáveis pela Fundação Joaquim António Franco e Seus Pais, dado a unidade ter apenas 21 camas. Uma capacidade que a faz ser deficitária do ponto de vista financeiro.
“Uma UCC com menos 36 ou 35 utentes em média duração não é viável. E isso faz com que, neste momento, a UCC de Casével tenha um défice profundo na sua exploração”, garante Carlos Moreira.
Em primeira instância, a instituição tentou que o Ministério da Saúde e a ARS do Alentejo aprovassem a ampliação da unidade e estabelecessem mais acordos de cooperação.
Tal acabou por não suceder, sob o argumento de que a região não tem necessidade de mais camas de cuidados continuados de média e longa duração.

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Correio Alentejo

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