Suspeito de triplo-homicídio em Beja admite dívidas à banca e problemas financeiros

Suspeito de triplo-homicídio em Beja admite dívidas à banca e problemas financeiros

O homem suspeito de ter assassinado a mulher, a filha e a neta em Beja, como uma catana, disse às autoridades que tinha problemas financeiros e dívidas à banca.
De acordo com fonte policial citada pela Agência Lusa, o alegado homicida, de 60 anos, referiu que o banco lhe terá transmitido que iria colocar em hasta pública os seus bens.
Embora tenha confirmado que a neta do suspeito, de quatro anos, era filha de pai incógnito, a fonte desvalorizou essa situação na resolução do processo.
A mesma fonte confirmou à Lusa que as vítimas foram degoladas com "golpes profundos" na zona do pescoço, efectuados com uma catana, mas a cabeça não ficou separada do restante corpo.
Fonte do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) disse à Lusa que, segundo o resultado das autópsias, realizadas na terça-feira, 14, as três vítimas foram mortas "há vários dias, no máximo há uma semana", apresentando "múltiplos golpes" no pescoço e "noutras partes do corpo".
O homem é indiciado de três crimes de homicídio qualificado, tendo o Tribunal de Beja decretado a sua prisão preventiva.
Após ser presente esta quarta-feira, 15, ao juiz de instrução criminal, que determinou a medida de coação mais gravosa, o homem foi transportado para o Estabelecimento Prisional de Beja, onde vai aguardar julgamento.
O suspeito incorre numa pena entre 12 e 25 anos de prisão por cada um dos três homicídios, mas em cúmulo jurídico só pode ser condenado a uma pena única até 25 anos de prisão.
O alegado homicida foi detido na segunda-feira, 13, à noite na sua casa, na rua de Moçambique, em Beja, onde foram encontrados os cadáveres das vítimas.
O homem entregou-se por volta das 19h40 à PSP, sem oferecer qualquer resistência.
Os elementos policiais, após a detenção, entraram na casa, onde encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro.
O cadáver da mulher foi encontrado no quarto do casal tapado com um lençol, enquanto os da filha e da neta estavam noutra divisão.
As mesmas fontes avançaram que os crimes terão sido cometidos há cerca de uma semana e que o alegado autor do triplo homicídio também "matou todos os animais" domésticos que tinha em casa, nomeadamente um cão e um gato.
Segundo as fontes, após ter cometido os crimes, o homem terá feito aparentemente "uma vida normal", uma vez que foi visto várias vezes nas ruas da cidade.
O alegado homicida é um antigo bancário, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhava.

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Correio Alentejo

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