Somincor: Expansão do zinco é projecto PIN

Somincor: Expansão do zinco é projecto PIN

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), liderada por Luís Castro Henriques, atribuiu o estatuto de Projecto de Interesse Nacional (PIN) ao projecto de expansão do zinco da Somincor, que permitirá duplicar a produção do concentrado deste mineral na mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde.
O estatuto PIN foi atribuído ao projecto pela AICEP dada “a sua dimensão e potencial contribuição para a economia local e nacional”, revela a Lundin Mining no estudo de viabilidade do projecto, já concluído e divulgado recentemente pela multinacional sueco-canadiana, que é a proprietária da empresa mineira Somincor, concessionária de Neves-Corvo.
De acordo com o documento, a que o “CA” teve acesso, o projecto de expansão do zinco em Neves-Corvo representa um investimento de 256,5 milhões de euros, que deverá estar concluído no terceiro trimestre de 2019. A empresa espera receber “luz verde” da Agência Portuguesa do Ambiente para avançar durante o terceiro trimestre de 2017, para que no início de 2018 já possa começar com as obras à superfície.
“Prevê-se que tanto a construção subterrânea como a de superfície estejam concluídas até o terceiro trimestre de 2019 e que a ampliação da produção esteja concluída até o final desse ano”, acrescenta o relatório.
O projecto, que poderá criar 350 postos de trabalho durante a fase de construção e mais de 200 postos de trabalho efectivos quando estiver em operação, foi apresentado publicamente no passado mês de Abril e é considerado pela Lundin Mining como “muito importante”
"O projecto aumentará significativamente a produção de metais", afirma Paul Conibear, presidente e CEO da Lundin Mining, no relatório do estudo de viabilidade. E acrescenta: “Aumenta a competitividade da mina, para benefício dos nossos accionistas, funcionários e da economia local”.
Com a entrada em funcionamento deste projecto, a Lundin Mining estima que a produção anual de zinco em Neves-Corvo possa atingir uma média de 150 mil toneladas por ano entre 2020 e 2030, “juntamente com um aumento significativo na produção de chumbo”, que poderá chegar às 20 mil toneladas anuais.

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Correio Alentejo

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