Roxo vai começar a produzir romãs

Roxo vai começar a produzir romãs

A romã é a nova aposta dos agricultores instalados na zona de influência do Roxo, cuja área regada vai passar em breve dos actuais sete hectares para cerca de 16 mil.
“A romã neste momento é um produto muito apetecível, pois está a ter um grande incremento e a ser muito requisitado. Adapta-se bem à região e tem procura. E além de poder ser consumida em fresco, é uma cultura industrial com que podemos fazer sumos, marmelada ou produtos cosméticos. Tem uma série de utilizações e queremos aproveitar essa fileira toda”, justifica ao “CA” o presidente da Associação de Beneficiários do Roxo (ABR), António Parreira.
Foi este quadro que levou a associação sediada em Montes Velhos a juntar-se à espanhola Asociación General de Empresarios de Lepe (Agelepe) e criar, em Junho de 2012, a sociedade comercial Ibergranatum.
A ideia partiu dos contactos mantidos anteriormente entre a Câmara de Aljustrel e o Ayuntamiento de Lepe e visa dinamizar uma estratégia de cultivo, transformação e promoção de produtos agrícolas tendo como ponto de partida a produção e comercialização de romã.
Actualmente são apenas dois os produtores de romã na região (e ambos recentes), sendo que as primeiras colheitas só serão efectuadas em 2015 ou 2016, altura em que o projecto deverá igualmente entrar em “velocidade de cruzeiro”.
Um período de tempo que permite a António Parreira acalentar a expectativa de ver o projecto “cimentar a fileira da comercialização” e abrir portas à criação de uma unidade industrial na zona.
“Queremos trabalhar nisso, mas tudo depende da adesão que tivermos dos agricultores, das áreas que consigamos instalar e dos apoios que consigamos para arranjar financiamento para essas estruturas”, afirma.

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Correio Alentejo

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