Restaurante em Aljustrel: “É difícil, mas vamos ter de nos adaptar”

Restaurante em Aljustrel: “É difícil

O dia-a-dia da churrasqueira “O Fogareiro”, em Aljustrel, era um frenesim, com dezenas de refeições servidas ao almoço e jantar. A pandemia veio mudar este cenário, mas volvidos dois meses o restaurante prepara-se para, durante a próxima semana, voltar a receber clientes às suas mesas (que serão muito menos que as habituais).
“Vamos ter de nos adaptar, pelo menos até que haja mais confiança entre as pessoas. Mas ninguém sabe como vai ser” o futuro, diz ao “CA” Carlos Valente, 53 anos, que gere “O Fogareiro” com a esposa, Laura, há 17 anos.
Assim que a Covid-19 chegou ao país e foi determinado o encerramento dos restaurantes, “O Fogareiro” fechou portas. As férias de duas semanas previstas para a época da Páscoa foram antecipadas e depois as cinco funcionárias entraram em regime de lay-off. Ficaram os proprietários, que no início de Abril passaram a servir apenas refeições take-away. “Já o fazíamos, mas era sempre um complemento em relação ao restaurante”, revela Carlos Valente.
Agora chegou a vez de reabrir portas, mas as incertezas são mais que muitas. “Não sei como é que vai ser… Tudo vai depender da confiança das pessoas. Acho que vai sempre haver uma quebra enorme, principalmente porque as pessoas não circulam”, sustenta Carlos Valente, que ainda assim não desanima. “Vai ser difícil [a recuperação]. Mas tem que se começar a dar uma abertura, senão passamos a vida inteira nisto”.
Para a reabertura (que não será logo na segunda-feira) de “O Fogareiro” os preparativos são mais que muitos. “Estamos à espera dos produtos para higienizar o restaurante, vamos comprar acrílicos para dividir algumas mesas, que vamos colocar de forma a terem, pelo menos, dois metros de distância entre si”, conta.
Da equipa de trabalho regressam três das cinco funcionárias (as restantes duas manter-se-ão em lay-off) e também a forma de servir será bastante diferente. “Vai-se perder muito tempo com todas as coisas que se exige. E vamos ter de servir menos! Ora muitas vezes os restaurantes cheios não dão eles lucro, quanto mais com um terço da lotação… É difícil! Mas vamos ter de nos adaptar”, conclui Carlos Valente.

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Correio Alentejo

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