PSD de Beja exige requalificação “urgente” do IP8 (ACT.)

PSD de Beja exige requalificação “urgente” do IP8 (ACT.)

A Distrital de Beja do PSD exigiu esta segunda-feira, 24, a requalificação "urgente" do IP8 em alternativa à suspensão da construção dos troços da A26 entre Santa Margarida do Sado e Beja, decidida na renegociação da subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo.
"Temos de exigir um bom IP8", com "boas" faixas de circulação, bermas de segurança, uma terceira faixa nos troços mais críticos e separadores, e, por isso, "propomos a urgente requalificação" da via, disse o presidente da Distrital de Beja do PSD, Mário Simões.
O responsável falava numa conferência de imprensa, em Beja, sobre o acordo entre a Estradas de Portugal e a Estradas da Planície sobre a subconcessão Baixo Alentejo, que inclui a construção da A26 e a requalificação do IP2.
Segundo Mário Simões, a "reivindicação" do PSD de Beja junto do Governo "é a construção de um bom IP8 e de um IP2 que garantam, com segurança, uma boa e rápida circulação rodoviária e sem pagamento de qualquer portagem".
No entanto, frisou, o PSD de Beja "não quer", como "legado" do "calamitoso processo" da subconcessão Baixo Alentejo, "uma ruína no lugar da obra", ou seja, que fiquem sem aproveitamento infraestruturas já construídas no âmbito das obras de construção dos troços da A26 entre Santa Margarida do Sado e Beja, que foram suspensas.
Os habitantes do Baixo Alentejo "não aceitariam mais uma afronta", disse Mário Simões, referindo que, por isso, o PSD de Beja exige o "aproveitamento de algumas" das infraestruturas, nomeadamente através da construção, no âmbito da requalificação do IP8, de variantes junto das localidade de Figueira de Cavaleiros e Beringel, para "afastar do interior das povoações o tráfego automóvel".
"Temos a legitimidade para reclamar acessibilidades seguras e rápidas, que possam vir a sustentar, no futuro, o desenvolvimento que a nossa região carece", disse Mário Simões, referindo que "ter uma auto-estrada só porque outras regiões tiveram acesso a um tal capricho é um raciocínio que tem tanto de pobre como de perigoso".
"Basta atentar, por exemplo, nos protestos que ocorrem para não pagar as portagens, já para não falar daqueles que preferem recorrer às estradas nacionais", disse, referindo que "nem o mais arreigado amor à terra pode justificar uma tamanha vontade de ostentação numa região marcada por elevados níveis de pobreza e de abandono populacional".
Na semana passada, a Estradas de Portugal anunciou que chegou a um acordo com a Estradas da Planície, a concessionária da subconcessão Baixo Alentejo, que prevê uma poupança para o Estado de 338 milhões de euros no âmbito da subconcessão.
A redução traduz-se, entre outras medidas, na retirada da subconcessão e suspensão dos trabalhos de construção dos lanços da A26 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja.

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Correio Alentejo

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