PS preocupado com passagem do hospital de Serpa para a Misericórdia

PS preocupado com passagem do

O PS do Baixo Alentejo está preocupado com as implicações que poderá ter a transferência da gestão do Hospital de São Paulo, em Serpa, para a Misericórdia local.
As preocupações dos socialistas surgem depois do encontro que o presidente da Federação do Baixo Alentejo, Pedro do Carmo, manteve esta terça-feira, 3, com uma delegação dos sindicatos dos Enfermeiros e dos Técnicos Superiores de Saúde.
Sobre a mesa estiveram os termos do protocolo que vai ser estabelecido entre a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e a Santa Casa da Misericórdia de Serpa (SCMS), para que seja esta última a assumir a gestão do hospital da “cidade-branca” e a assegurar um conjunto de novas valências, “numa lógica de privatização do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que o PS rejeita totalmente”.
A transferência dos serviços de cirurgia ambulatória do hospital de Beja para Serpa é uma das possibilidades abertas com o protocolo entre a ULSBA e a SCMS, o que para Pedro do Carmo terá “consequências directas para os doentes” e nas contas da Unidade Local de Saúde, “que tem nesse serviço uma das suas principais fontes de receita”.
A par disso, o PS do Baixo Alentejo teme que especialidades como oftalmologia e cardiologia também se mudem de Beja para Serpa.
“A confirmar-se esta pretensão, trata-se de mais um contributo do Governo PSD/ CDS para o grave enfraquecimento do SNS que vai deixar os utentes do distrito de Beja numa situação muito delicada quanto à prestação de cuidados médicos”, sublinha Pedro do Carmo.
O líder dos socialistas assume ainda rejeitar a saída de profissionais do SNS, “transferindo-os para o sector privado, mesmo que se tratem de instituições de solidariedade social como a Misericórdia de Serpa”.
“Na nossa óptica, o papel fundamental desta instituição de solidariedade social está na assistência à Terceira Idade e na prestação de cuidados paliativos e é nessas áreas que deve continuar o seu importante serviço público”, conclui.

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Correio Alentejo

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