PS Beja exige explicações à ministra da Agricultura sobre Alqueva

PS Beja exige explicações à ministra da Agricultura sobre Alqueva

O PS do Baixo Alentejo vai exigir explicações à ministra da Agricultura acerca das recentes e “obscuras” declarações da própria Assunção Cristas sobre o futuro do projecto do Alqueva, reclamando ao Governo “o cumprimento dos prazos de construção” do valência agrícola do empreendimento “e a não descredibilização da agricultura alentejana”.
A posição pública da Federação do Baixo Alentejo dos socialistas foi tomada esta segunda-feira, 19, na sequência da reunião mantida no final da passada semana, em Beja, entre Assunção Cristas, a nova administração da EDIA e os trabalhadores da empresa.
“As declarações à comunicação social da ministra da Agricultura confirmam, mais uma vez, um inquietante desconhecimento e afastamento da realidade e um preocupante discurso político falacioso, o que é inaceitável”, acusa o líder do PS no Baixo Alentejo.
Na opinião de Luís Pita Ameixa, Assunção Cristas “veio a Beja, fechou-se na EDIA e saiu logo para Lisboa”.
“Achamos isso incrível numa situação como aquela que se está viver”, acrescenta o também deputado socialista, garantindo que as declarações à imprensa da governante após a reunião apenas vieram confirmaram que “o Governo está a retirar” ao projecto do Alqueva “as verbas existentes, destinadas a prosseguir com a sua conclusão em curto-prazo”.
Em causa está a retirada de verbas do Proder previstas para o Alqueva e a sua substituição por verbas do QREN ou do Fundo de Coesão, como foi explicado pela ministra em Beja.
“Isto prova completamente a secundarização e menorização do Alqueva para o Governo e a irresponsabilidade de tal conduta”, afiança Ameixa, acusando Assunção Cristas de desenvolver “um discurso falacioso”, pois tanto “pára as obras e retira as verbas ao Alqueva” como “vai dizendo que o Alqueva é muito importante e tem de ser concluído”.
A fechar, o líder do PS sublinha que a importância do projecto para a região é demonstrada pelo actual período de seca.
“Nada melhor do que as recentes decisões da EDIA, por causa da seca, de disponibilizar o acesso à água de Alqueva inclusive da rede primária, para demonstrar a necessidade e premência de se concluir imediatamente o plano de regadio do Alqueva”, conclui Pita Ameixa.

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Correio Alentejo

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