Projecto de conservação da águia-imperial ibérica termina em Castro

A população nidificante de águia imperial ibérica aumentou em Portugal nos últimos seis anos, passando de 11 casais desta espécie em 2013 para 24 casais neste ano de 2020, além de se registar um aumento da “área de distribuição”, nomeadamente no Alentejo e a Beira Baixa.
Os dados são avançados pela Câmara de Castro Verde e têm por base o projecto “LIFE Imperial-Conservação da Águia Imperial Ibérica em Portugal”, coordenado pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN) a partir de Castro Verde desde Julho de 2014 e que chega ao fim neste mês de Dezembro.
A autarquia é uma das parceiras da LPN no projecto, ao lado do Instituto da Conservação da Natureza (ICNF), da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), da GNR, da empresa EDP Distribuição, da Sociedade Española de Ornitologia (SEO/Birdlife) e da TRAGSATEC S.A.
Segundo a mesma fonte, o projecto teve como objectivo “a manutenção e o aumento da população de águia imperial ibérica em Portugal, através de intervenções concretas nas Zonas de Protecção Especial (ZPE) da Rede Natura 2000 de Castro Verde, do Vale do Guadiana, de Mourão/Moura/ Barrancos e do Tejo Internacional, Erges e Pônsul”.
A Câmara de Castro Verde acrescenta que a ZPE local “tem vindo a consolidar-se como uma das principais áreas de ocorrência da espécie em Portugal”, em virtude da “dinamização de um conjunto de acções que têm procurado reduzir o impacto das ameaças sobre a espécie e melhorar as condições de sustentabilidade dos territórios para a manutenção dos casais existentes e para a fixação de novos casais”.
A autarquia adianta ainda que o plano de acção para a conservação da águia imperial ibérica para a próxima década “já está preparado”, aguardando “agora a aprovação final do ICNF”.

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Correio Alentejo

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