Produção nas minas de Aljustrel aumentou em 2013

Produção nas minas de

No ano de 2013 saíram das minas de Aljustrel, agora geridas pelo grupo português Almina – Minas do Alentejo, S.A., mais de 70 mil toneladas de concentrado de cobre.
Esta quantidade representa um aumento na produção face aos anos anteriores e superou as expectativas dos responsáveis pela empresa.
“Foi um ano positivo. Acho que até superou as expectativas! Mas a mina está a ir muito bem”, adianta ao “CA” o director-técnico das minas de Aljustrel, considerando que o projecto tem “vindo sempre a crescer”, tendo sido decisiva a aposta feita na produção em exclusivo de concentrado de cobre.
“Ao longo das últimas décadas sempre chamaram [a Aljustrel] mina de zinco, mas isto é uma mina de cobre. E foi preciso vir um grupo português – que acreditou naquilo que os técnicos portugueses sempre lhe disseram – para resolver explorar cobre”, acrescenta António Delgado, lembrando que a Almina tem vindo a investir em Aljustrel uma média de 30 a 40 milhões de euros por ano.
De acordo com este responsável, que dirige também os trabalhos subterrâneos, em 2013 saíram do fundo das minas de Aljustrel um milhão e 700 mil toneladas de extracção, dos quais resultaram entre 70 a 80 mil toneladas de concentrado de cobre.
“Só produzimos concentrado de cobre. Infelizmente em Portugal não temos smelters [fundições] para transformar o concentrado de cobre em cobre metal e portanto temos de exportar [toda a produção]. O nosso principal comprador é a China”, adianta.
Estes níveis de produção crescente permitiram à Almina alcançar um volume de vendas muito semelhante ao registado em 2012, que se cifrou em mais de 83 milhões de euros.
Valores que fazem da empresa a quarta maior de todo o Alentejo e que devem aumentar este ano, dado ser previsível um incremento na produção de concentrado de cobre.
“Para este ano o programa é extrairmos dois milhões de toneladas da mina, e fazermos – mantendo uma recuperação à volta de 85/ 90% – 100 mil toneladas de concentrado de cobre. Ou seja, o programa é crescermos à volta de 15% face a 2013”, revela António Delgado, não escondendo que este ano também deverá haver “um aumento no número de trabalhadores na Almina”, que ronda quase um milhar de pessoas, entre empregos directos e indirectos.

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Correio Alentejo

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