Produção de castanha está atrasada em Marvão

Produção de castanha

A produção de castanha na zona de Marvão, no Alto Alentejo, está atrasada este ano, mas os produtores prevêem uma "campanha normal" em quantidade e qualidade, segundo o presidente da Cooperativa Agrícola Cerealicultores de Porto Espada (CACPE).
“Poderemos considerar um ano normal na quantidade, com qualidade bastante melhor no que toca a doenças, como o bicho ou a podridão”, disse Fernando Alfaiate, em declarações à Agência Lusa.
A produção de castanha na zona de Marvão sofreu, em 2012, segundo os produtores, uma redução “drástica” em relação ao ano anterior, mas o responsável CACPE considera que a situação volta à “normalidade” na actual campanha, com o calibre característico.
“Actualmente, está a decorrer a campanha da castanha “bária”, mas a outra qualidade que nós possuímos, a “clarinha”, conhecida no norte do país como “longal”, ainda não está a produzir”, explicou.
Desconhecendo em concreto os motivos que levaram ao atraso na produção, o dirigente da CACPE, com cerca de 130 associados (a maioria produtores de castanha), avançou que as condições climatéricas vividas nos últimos tempos “talvez” possam estar na origem da situação.
Nesse sentido, a CACPE decidiu atribuir aos produtores associados mais “10 a 20 cêntimos” por quilo no momento da entrega do produto.
“A procura é maior que a oferta e daí a compensação”, explicou Fernando Alfaiate, indicando que a castanha está a ser comercializada a um preço base de 1,50 euros, mais a recompensa.
Para o Município de Marvão, a produção de castanha reveste-se de uma “enorme importância”, sendo considerado um sector “estratégico” para o concelho.
“A importância é tal que o principal evento de Marvão chama-se Feira da Castanha – Festa do Castanheiro, iniciativa que decorre anualmente no segundo fim-de-semana de Novembro”, disse à Lusa o vereador José Manuel Pires.
Segundo autarca, através da castanha, o concelho consegue “posicionar” Marvão no mundo rural e os outros produtos da região, tal como o azeite, o vinho, o mel e as nozes.
“Tudo o que aqui é produzido vem um bocadinho a reboque da imagem que nós temos da boa castanha de Marvão”, disse.
De acordo com especialistas, a zona de Marvão é a “única a sul do Tejo” onde se verifica a existência de castanheiros.
O micro clima da Serra de São Mamede, propício à produção de castanha, já levou a que as entidades que tutelam o sector considerassem a castanha de Marvão como de “origem protegida”.

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Correio Alentejo

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