Presidente da CAP critica em Beja "injustiças" da proposta da PAC 2014-2020

Presidente da CAP critica em Beja "injustiças" da proposta da PAC 2014-2020

A “maior injustiça” da proposta da Comissão Europeia para a nova Política Agrícola Comum (PAC) é o facto de não dividir as ajudas de forma igual por todos, prejudicando os agricultores portugueses, criticou esta terça-feira, 14, em Beja, o presidente da CAP.
“Talvez a maior desvantagem é que é uma proposta que ainda não equilibra os agricultores portugueses com os outros [agricultores] europeus, isto é, não divide as ajudas iguais por todos os agricultores”, frisou João Machado.
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) falava à Agência Lusa à margem de um encontro em Beja sobre a “PAC Pós-2013”.
Esta foi a primeira sessão integrada numa “volta ao país” por parte da CAP para esclarecer os agricultores sobre a proposta da Comissão Europeia para a reforma da PAC, que vai vigorar de 2014 a 2020.
O presidente da CAP referiu à Lusa que esta proposta, que “está neste momento a ser objecto de um parecer do Parlamento Europeu” e que estará em negociações até “meados de 2013”, implica “vantagens e desvantagens para os agricultores portugueses”.
No que respeita à distribuição das ajudas comunitárias, João Machado reconheceu que o documento em análise procura atingir “algum reequilíbrio” entre os agricultores dos vários Estados-membros, mas este “ainda é ténue”.
“Portanto, aqueles que recebiam mais vão continuar a receber mais e aqueles que recebiam menos, tal como Portugal e outros países, vão continuar a receber menos. É talvez a maior injustiça desta proposta”, argumentou.
A CAP realça que “há vários outros pormenores” da proposta, que “é muito detalhada, tem sete regulamentos e cerca de mil páginas”, com os quais “não concorda”, mas que esta é a altura para debater o documento e recolher contributos dos agricultores.
“Estamos a explicar o que esta proposta preliminar da Comissão Europeia e a recolher opiniões para, depois, irmos formando a nossa posição”, disse.
Segundo João Machado, além deste périplo com sessões com os agricultores, a CAP ainda tenciona realizar “uma segunda volta pelo país, em Outubro”, prevendo apresentar, “no final do ano”, a sua proposta sobre a nova PAC, “para ser negociada com o Governo português e com o Parlamento Europeu e os deputados portugueses na Europa”.
O mesmo responsável explicou que, neste momento, “ainda não se sabe qual vai ser o orçamento” da futura PAC, mas as perspectivas não são positivas.
“O que sabemos é que, na melhor das hipóteses, o orçamento será igual [ao da actual PAC]. Mas tudo indica que será menor, o que quer dizer que se Portugal conseguir melhorar as suas dotações orçamentais será uma vitória”, frisou.

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Correio Alentejo

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