Presidente da ARS Alentejo reconhece falta de profissionais para VMER

Presidente da ARS Alentejo reconhece

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, reconhece faltarem profissionais de Saúde na região com formação específica na área da urgência pré-hospitalar para poderem integrar as viaturas de emergência.
“Há falta de pessoas com a formação específica nesta área para preencher, de forma contínua, a escala” da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), como é o caso da adstrita ao Hospital de Évora, disse à Agência Lusa José Robalo, presidente da ARS do Alentejo.
Em relação ao distrito de Évora, explicou, a VMER conta com “16 médicos em lista” para a escala de serviço, mas estes profissionais “não estão exclusivamente dedicados” à viatura do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
“São profissionais do hospital ou de centros de Saúde que dão uma parcela de tempo para a actividade da VMER, mas têm outro trabalho”, alertou, defendendo “um reforço que permitisse responder às necessidades, de forma contínua”.
Contudo, disse também José Robalo, as VMER da região (há também em Portalegre e em Beja) operam com profissionais que se “disponibilizam para participar neste serviço”.
“É voluntário e o Alentejo sempre teve grandes dificuldades em fixar profissionais de Saúde. A VMER não é excepção à regra”, afirmou.
A somar à escassez de recursos humanos, acrescentou o responsável, outra “restrição à operacionalidade” deste meio é a própria viatura: “Se a VMER avaria, também fica inoperacional”.
O presidente da ARS lembrou, ainda assim, que o socorro pré-hospitalar no distrito de Évora “não está dependente só da VMER”.
“Há outros recursos que podem ser mobilizados, sempre que o INEM achar conveniente, em função da análise” de cada situação, frisou, indicando “as VMER de Portalegre e de Beja, o helicóptero e as viaturas de Suporte Imediato de Vida”.
José Robalo afiançou ainda que a ARS não tem competências no sistema de urgência pré-hospitalar, refutando críticas feitas pelo Movimento de Utentes da Saúde Pública (MUSP) de Évora.
"Não é a primeira vez que acontece [VMER não funcionar]. A ARS do Alentejo corta verbas e, depois, não há pessoal para fazer as escalas" da VMER, afirmou à Lusa Lina Maltez, porta-voz do MUSP de Évora.
Segundo José Robalo, a competência ao nível da urgência pré-hospitalar “é do INEM”, organismo que a “reparte directamente com o Hospital de Évora”, sem que haja “financiamento da parte da ARS para a VMER”.
No domingo, 6, à noite, ocorreu um acidente de viação no concelho de Reguengos de Monsaraz, com dois mortos, numa altura em que a VMER do Hospital de Évora esteve indisponível, tal como já havia sucedido a 25 de Dezembro de 2013, quando um sinistro causou quatro mortos e quatro feridos graves.
Na segunda-feira, 7, a ARS do Alentejo justificou a inoperacionalidade do meio de emergência com "motivos de doença de um profissional escalado".

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Correio Alentejo

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