Pinturas de utente da Misericórdia de Almodôvar alertam para as alterações climáticas

Joaquim Lopes - pintor SCM Almodôvar

O desenho e a pintura são duas paixões na vida de Joaquim Lopes, de 80 anos e utente do lar da Santa Casa da Misericórdia de Almodôvar, no distrito de Beja, que neste mês de maio teve a oportunidade de finalmente ter a sua primeira exposição “em nome próprio”.

Intitulada “Ilusões”, a mostra esteve patente na biblioteca municipal da localidade alentejana, reunindo uma série de pinturas da autoria deste antigo eletricista e desenhador, que nasceu e viveu sempre em Lisboa, onde trabalhou para algumas das principais empresas do país.

“Fiquei muito contente por poder fazer esta exposição e mostrar os meus quadros”, conta Joaquim Lopes ao “CA”, garantindo que pinta “todos os dias”. “Assim passa-se mais depressa o tempo, as horas passam e a gente não dá por isso”, frisa.

Joaquim Lopes já tinha tido a oportunidade de ver um trabalho seu numa exposição. Tinha na altura 12 anos e conseguiu-o através de um desenho que fez da ponte que estava então a ser construída na Avenida Paiva Couceiro, em Lisboa.

Foi preciso esperar mais 68 anos, e ultrapassar um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sofrido há cerca de oito anos e que lhe deixou fortes limitações em todo o lado esquerdo do corpo, para, finalmente, ter a sua própria exposição.

O Homem defende que é preciso combater os efeitos das alterações climáticas, mas isso é uma ilusão. Porque na realidade não faz nada!

Segundo o autor, os quadros apresentados em ‘Ilusões’ acabam por “tocar diversos temas”, sendo uma espécie “de alerta” para os efeitos das alterações climáticas em todo o mundo e para a incapacidade manifestada pela humanidade em dar resposta a esta problemática.

“O Homem defende que é preciso combater os efeitos das alterações climáticas, mas isso é uma ilusão. Porque na realidade não faz nada! Presentemente no Brasil existem cheias, aldeias inteiras com água pelos telhados, com mortos e desaparecidos. Para os governantes isto deve ser uma vergonha”, afirma.

Além de pintar, Joaquim Lopes preserva igualmente o gosto de escrever prosa e poesia. “Tenho sete livros em verso e mais dois em prosa, mas estão ‘na gaveta’”, conta, admitindo que só ainda não editou nada “por causa dos custos”.

Tal como na pintura, também os seus escritos são sobre variadas temáticas. “Não sou um ‘choramingas’ de amor e os meus textos  abarcam o quotidiano, a vida em si… Gosto muito e quero continuar a escrever”, conclui.

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