PCP questiona situação dos correspondentes da Lusa

PCP questiona situação

A deputada do Partido Comunista Português (PCP) Carla Cruz enviou na passada semana várias perguntas dirigidas ao ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, acerca da degradação das condições de trabalho dos correspondentes da Agência Lusa.
"As informações tornadas públicas evidenciam que o referido contrato [Contrato de Prestação de Serviço Noticioso e Informativo de Interesse Público] não está a ser cumprido integralmente, devido ao encerramento de delegações em Portugal continental – Faro, Évora e Coimbra – e à degradação das condições de trabalho e do vínculo laboral dos correspondentes internacionais, nomeadamente, na Venezuela, África do Sul, França e Reino Unido", escreveu a deputada do PCP.
Segundo Carla Cruz, "a degradação das relações laborais dos correspondentes nas delegações internacionais, a par do encerramento das delegações regionais da Agência Lusa, significa o empobrecimento das condições em que é prestado o serviço público de informação, bem como do acompanhamento da imensa comunidade portuguesa que vive na diáspora, e da cobertura noticiosa territorial da região Centro, do Alentejo e do Algarve".
A deputada salientou que "a situação acima descrita parece decorrer do corte no financiamento, mais precisamente, do corte de mais de 30% da indemnização compensatória" atribuída pelo Estado português à agência de notícias.
O PCP considera que "a indemnização compensatória é indispensável para que a Agência Lusa cumpra o seu papel fundamental" de fazer chegar a todo o mundo as posições de Portugal, a forma de sentir do povo português e difundir a língua e a cultura nacionais no mundo, como consta do contrato de serviço público.
No documento enviado a Poiares Maduro constam quatro questões, sendo a primeira sobre "a avaliação que o Governo faz da degradação no cumprimento" do contrato com a Lusa, "mormente no que concerne à diminuição da cobertura territorial e das comunidades portuguesas na diáspora", e qual o acompanhamento que o executivo faz desta situação.
Depois, a deputada comunista pergunta ao ministro se o Governo reconhece que "a degradação das condições laborais dos correspondentes, quer no território nacional quer nos países onde está fixada uma grande comunidade portuguesa, põe em causa a cobertura noticiosa e a divulgação da língua e cultura portuguesas".
É também perguntado se o executivo reconhece que esta situação "está intimamente relacionada com o corte na indemnização compensatória" que a agência recebe e que entrou em vigor em Janeiro.
Finalmente, Carla Cruz questiona se o Governo pondera rever o contrato celebrado com a Lusa "por forma a reverter o corte de mais de 30% aplicado" este ano.

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Correio Alentejo

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