PCP defende implementação de estratégia do aeroporto de Beja

PCP defende implementação de

O grupo parlamentar do PCP defende que o Governo avance urgentemente com a implementação do plano estratégico definido há cerca de três anos para o aeroporto de Beja.
No projecto de resolução apresentado no final de Junho na Assembleia da República, os deputados do PCP lembram que a ideia da criação do aeroporto de Beja começou a ser construída pela Câmara de Beja, “de maioria CDU”, argumentando que com o passar do tempo ficou evidente que “tanto o anterior Governo como o actual nunca tiveram a intenção de colocar o aeroporto em funcionamento e avançaram com a sua construção apenas porque politicamente se tornou insustentável que não o fizessem”.
Os comunistas argumentam ainda que “o aeroporto de Beja tem sido a ser vítima de acérrimo ataque perpetrado por via mediática, decretando a sua inutilidade e o absurdo da sua construção”, tendo a 29 de Maio de 2012 sido criado, por despacho do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, um grupo de trabalho com a missão de “revisitar os pressupostos que estiveram na base do investimento na infra-estrutura e propor formas de rentabilização das vertentes civil e comercial do aeroporto”.
São precisamente “as conclusões e recomendações” deste grupo de trabalho que o PCP exige ver implementados pelo Governo PSD/ CDS-PP, nomeadamente o reforço da estratégia relacionada com as actividades ligadas aos sectores produtivos.
Os deputados do PCP querem ainda que o Governo “desenvolva, no que se refere à zona industrial integrada no âmbito do conceito de aeroporto-indústria, condições especiais e características discriminatórias positivas”.
Por fim, os comunistas defendem que se aposte “numa estratégia de médio/ longo-prazo” para desenvolver no Alentejo “um cluster aeronáutico nacional, transformando o aeroporto de Beja num hub do cluster aeronáutico em Portugal, em articulação com Évora (Embraer), a proximidade à Airbus Military em Sevilha e a forte ligação que, por motivos óbvios, pode existir à Força Aérea Portuguesa”.

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Correio Alentejo

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