Pavilhão de escola em Portalegre degradado e fechado há um ano

Pavilhão de escola em Portalegre

Cerca de 500 alunos da Escola Básica Cristóvão Falcão, em Portalegre, estão impedidos, há mais de um ano, de ter aulas de educação física no pavilhão do estabelecimento de ensino por se encontrar degradado e fechado.
O presidente do conselho geral do Agrupamento de Escolas do Bonfim, Nelson de Castro, explicou à Agência Lusa que o pavilhão desportivo apresenta “problemas na sua estrutura exterior”, nomeadamente na parede e nas iluminarias do tecto, que “estão presas por arames e a qualquer momento podem cair”.
Desde que o pavilhão escolar, construído no ano 2000, ficou interdito, os alunos têm aulas de educação física no Pavilhão Municipal de Portalegre, situação que provoca, segundo o responsável, “bastantes constrangimentos” a professores e alunos.
“Os constrangimentos prendem-se com a deslocação dos alunos, porque requer que eles saiam do espaço onde têm aulas, têm de ir para a via pública e o pavilhão municipal ainda fica a 10 minutos da escola”, relatou.
"O problema também se prende relativamente ao tempo despendido, nomeadamente nos tempos lectivos de 45 minutos. A ida, o tempo dos miúdos equiparem-se, desenvolverem a sua actividade, tomarem banho e regressarem à escola, praticamente é uma aula perdida”, acrescentou.
Segundo Nelson de Castro, a escola tem sensibilizado a administração central, através da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares, para a resolução do problema, mas ainda não obteve qualquer resposta.
“Nós não queremos acreditar que a decisão que vier a ser tomada seja no sentido do encerramento da escola. Nós estamos a prever e tememos o pior”, disse.
Contactado pela Lusa, José Polainas, da Associação de Pais da Escola Básica Cristóvão Falcão, lamentou que a tutela não intervenha na recuperação do pavilhão, prevendo que os problemas vão aumentar nos próximos tempos.
“Estamos em pleno desenrolar do primeiro período e não temos uma única resposta da tutela sobre uma hipotética intervenção. Ora isto vai dilatar no tempo a continuidade dos problemas”, disse.
Segundo José Polainas, o pavilhão já foi alvo de um “levantamento técnico” relacionado com os seus problemas e existe um “conjunto de orçamentos” na posse da tutela.
“É uma intervenção que não me parece grande, mas carece de ser feita porque nunca foi desenvolvida desde que o pavilhão foi construído”, referiu.
A Lusa tentou obter esta segunda-feira, 13, a posição dos serviços regionais do Ministério da Educação, mas a responsável estava ausente.

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Correio Alentejo

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