Ogier à beira do "tri" no Rali de Portugal

Ogier à beira do "tri"

Sébastien Ogier esteve este sábado, 13, claramente ao ataque e "cavou" uma vantagem que lhe permite encarar com tranquilidade a última etapa do Rali de Portugal.
Depois de um arranque em que Dani Sordo (Citroen) deu sinais de que poderia vir a discutir a vitória, um despiste, ainda na primeira especial do dia, atirou o espanhol para fora da luta e abriu caminho à vitória do piloto francês da Volkswagen, que procura conquistar o "tri" em Portugal, depois dos triunfos em 2010 e 2011, então ao serviço da Citroen.
Com Sordo de fora e com o seu companheiro de equipa, o finlandês Jari-Matti Latvala, na segunda posição, Ogier, que tem estado a recuperar de uma gripe, podia gerir a sua liderança, mas não foi essa a opção, tendo o gaulês atacado nas últimas quatro das seis provas especiais do dia, conquistando uma larga vantagem no final da etapa.
Enquanto não é esperada qualquer tentativa de ataque por parte de Latvala ao comando de Ogier, também muito dificilmente o finlandês Mikko Hirvonen, o "sobrevivente" da Citroen, terá argumentos para atacar, mesmo que seja apenas o segundo lugar do seu compatriota.
Hirvonen terá jogado ao longo deste sábado todas as suas opções para tentar contrariar o domínio da marca alemã, mas nunca andou ao mesmo nível, tendo mesmo esgotado o lote de pneus novos, pelo que no domingo só poderá correr com os usados, o que o obrigará a algumas poupanças, principalmente se tiver em conta de que duas das quatro especiais têm uma extensão de 52,30 quilómetros.
A dureza da prova também tem criado problemas aos portugueses, tendo hoje o azar "batido à porta" de Ricardo Moura, que abandonou com o chassis partido do Mitsubishi, e de Pedro Meireles, cujo Skoda partiu um braço da suspensão traseira.
O beneficiado foi, até ao momento, Miguel J. Barbosa (Mitsubishi), que ascendeu à posição de melhor português, mas Bruno Magalhães (Peugeot), que perdeu 10 minutos na primeira etapa, reentrou na corrida e promete lutar com Barbosa pela posição de melhor luso.
A terceira e última etapa vai ser disputada no domingo, sendo cumpridas quatro provas especiais de classificação, num total de 167,64 quilómetros cronometrados.
A última especial do dia (Almodôvar 2), na distância de 52,30 quilómetros, é também cumprida em powerstage, ou seja, os três primeiros recebem pontos extra para o Campeonato do Mundo, sendo atribuídos três pontos ao primeiro, dois ao segundo e um ao terceiro.

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Correio Alentejo

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