Odemira lança Plano Municipal de Cultura 2030

Colocar a Cultura “no centro da inovação e da atratividade” do concelho é a grande meta do futuro Plano Municipal de Cultura 2030, que a Câmara de Odemira vai construir em parceria com quatro associações locais.

O protocolo de colaboração foi assinado na passada sexta-feira, 11, e visa a criação de um consórcio informal que junta a autarquia odemirense à CACO – Associação de Artesãos do Concelho de Odemira, à Associação para o Desenvolvimento de Amoreiras-Gare (ADA), à Associação Cultural Cultivamos Cultura e ao Grupo de Estudos do Território de Odemira (GESTO).

“O programa do atual mandato autárquico tem como uma das principais dimensões construir um concelho mais atrativo para a produção de conhecimento e de mais inovação, com âncora no seu património cultural e natural”, justificou o presidente da Câmara de Odemira na cerimónia de assinatura do protocolo.

Segundo Hélder Guerreiro, no âmbito desta parceria será construída uma estratégia local de valorização do património cultural, materializada no Plano Municipal de Cultura 2030, que servirá “como base de atratividade do concelho para novos habitantes e visitantes, bem como para a valorização de saberes”.

Para Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura, também presente na cerimónia de assinatura do protocolo, Odemira acaba por inaugurar no Alentejo “os planos municipais de cultura”, ao apresentar “uma intenção política, estruturada e organizada para pensar uma estratégia para cultura”.

Com um orçamento de 97.800 euros para ações a desenvolver ao longo de 2022, o protocolo prevê a construção do Plano Municipal para as Artes & Indústrias Criativas, que será assumido pela Associação Cultivamos Cultura.

O objetivo é “ligar o Plano Nacional das Artes ao território, acrescentando elementos identitários e diferenciadores capazes de produzir e atrair talentos, e constituir as indústrias criativas como promotoras de emprego para jovens criativos/empreendedores”, explica a autarquia em comunicado.

Já a ADA construir a Estratégia Municipal do Saber Fazer, “para identificação, descrição e mapeamento dos principais ‘saber fazer’ do concelho no sentido da sua salvaguarda e desenvolvimento sustentável da produção artesanal”, assim como para servir de “base” para “trabalhos subsequentes de valorização”, como o “registo de patentes e/ou de zonas geográficas reconhecidas” ou a “inovação de produtos”.

Por sua vez, o GESTO terá como responsabilidade a construção do Plano de Salvaguarda do Património Edificado, “que permita identificar, caraterizar, georreferenciar, sistematizar e priorizar os valores existentes do património edificado histórico-arquitetónico e arqueológico, em meio rural e urbano, incluindo a sua inserção paisagística”.

Finalmente, a CACO, com a participação dos restantes parceiros, irá “definir a base e a estrutura do plano, e coordenar e concertar a realização das tarefas dos restantes parceiros”.

À Câmara de Odemira caberá “transformar o resultante do protocolo de colaboração como a base de intervenção municipal, no âmbito da cultura, para a próxima década”.

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Correio Alentejo

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