Novo presidente do Conservatório de Portalegre quer "salvar" escola

Novo presidente do Conservatório

O novo presidente da Escola de Artes do Norte Alentejano garante que está em curso um plano para “salvar” o estabelecimento de ensino, pagar as dívidas existentes e os salários em atraso a professores e funcionários.
“O que estamos a tentar fazer é recuperar financeiramente a escola, estamos a fazer apelos a empresários, entidades particulares, no sentido de financiarem a escola e patrocinarem alguns eventos”, diz Armando Jorge Silva, em declarações à Agência Lusa.
“Estamos na tentativa de acelerar o processo de financiamento, pedindo adiantamentos, pedindo o adiamento obrigatório da apresentação da documentação para a escola ser ressarcida (devolução de fundos comunitários)”, acrescenta.
Cerca de 30 professores da escola, também conhecida por Conservatório de Portalegre, não recebem salários “há seis meses”, faltando ainda receber metade do último subsídio de Natal e de férias.
Armando Jorge Silva tomou posse na passada sexta-feira, 10, tendo sido o Conservatório de Portalegre (associação sem fins lucrativos) gerido nos últimos tempos por uma comissão de gestão que, entretanto, já tinha solicitado o pedido de insolvência da escola.
“Uma escola destas não pode fechar, não se pode interromper o percurso de estudo dos alunos”, diz.
Com uma dívida que ronda os 200 mil euros (incluindo os salários em atraso), o Conservatório de Portalegre, que vive sob um regime de financiamento baseado no Fundo Social Europeu, conta com pólos em Sousel e Ponte de Sôr, tendo inscritos nas suas aulas cerca de 300 alunos.
“A escola tem para receber cerca de 120 mil euros em subsídios. No fundo, a escola tem a receber um pouco menos daquilo que já gastou, mas estamos a falar de um diferencial de 30 a 40 mil euros, não vejo que seja grave”, diz.
“Aqui o problema é conseguirmos receber o subsídio baseado nas despesas que tivemos sem obrigatoriedade de termos que adiantar o dinheiro primeiro”, acrescenta.
Armando Jorge Silva explica que nesta altura já estão alguns professores a exercer a sua função na área do Ensino Articulado da Música e, esta segunda-feira, 13, espera atingir a “cobertura total” neste sector.

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Correio Alentejo

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