Novo centro de dia não avança em Gomes Aires

Novo centro de dia não

O projecto da Associação Sonho e Verdade que previa a construção de um centro de dia e serviço de apoio domiciliário em Gomes Aires (Almodôvar) não vai avançar.
De acordo com a IPSS daquela freguesia, o projecto tinha todas as condições para ser concretizado, mas no passado dia 15 de Janeiro, em reunião de Câmara, o executivo liderado pelo socialista António Bota indeferiu “a manutenção do compromisso de assegurar o financiamento da contrapartida nacional, alegando não acreditar na viabilidade do investimento”.
“É lamentável que o trabalho e o esforço de cinco anos desta associação, que tem como fim principal a construção deste equipamento, tenha sido jogado fora, sem um argumento válido apresentado que justifique este não honrar de compromisso por parte da maioria PS”, sublinha a presidente da “Sonho e Verdade”, Silvina Mestre, em comunicado.
Manifestando o seu “profundo descontentamento e desilusão”, esta responsável lembra que em 2013 a associação “tinha conseguido finalmente a aprovação do Centro Distrital de Segurança Social e de um financiamento de 200 mil euros a fundo perdido do Proder – Programa de Desenvolvimento Rural para a concretização de um projecto que incluía a construção de um centro de dia e serviço de apoio domiciliário em Gomes Aires”.
A obra custaria cerca de 540 mil euros e iria criar 10 postos de trabalho, sendo que a autarquia, através do anterior executivo, se tinha comprometido “a financiar 75% da parte não comparticipada”.
“Como é possível o senhor presidente [António Bota] deitar por terra 200 mil euros, projectos aprovados no valor de cerca 50 mil euros, caderno de encargos pronto a ser concursado e pareceres positivos tão difíceis de obter com a actual situação que o país atravessa?”, questiona Silvina Mestre.
Contactado pelo “CA”, o presidente da Câmara de Almodôvar justifica a opção da autarquia com o facto do futuro centro de dia de Gomes Aires ter um custo “demasiado alto” e capacidade para apenas 18 utentes.
Além do mais, explica António Bota, o projecto não tem ainda nenhum procedimento concursal pronto, sendo que a obra teria de estar concluída até final deste ano de 2014, sob risco do Proder não libertar as verbas referentes ao financiamento aprovado e ter de ser a autarquia a arcar com todas as despesas.
“Face a estes dados, e face ao limite de tempo que temos, este executivo optou por não aprovar a manutenção deste projecto”, argumenta António Bota, acrescentando: “Sei que a Câmara Municipal já teve custos, mas não vamos a arriscar investir 600 mil euros numa obra que pode ser feita com metade do dinheiro. Por isso temos planeado para 2014 lançar uma obra em Gomes Aires, que é a Casa Social”.

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Correio Alentejo

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