Número de empresas em insolvência no distrito de Beja aumentou 28%

Número de empresas em insolvência no distrito de Beja aumentou 28%

O número de empresas em insolvência no distrito de Beja aumentou 28% nos primeiros nove meses de 2012 face ao período homólogo do passado ano, afectando sobretudo o sector da construção civil.
Os dados são avançados ao “CA” pelo presidente do Núcleo Empresarial da Região de Beja (NERBE), Filipe Pombeiro, que garante que a situação fez com que, pela primeira vez, o desemprego masculino tenha superado o feminino.
“Por outro lado, esta situação regista-se não só nos postos de trabalho directos mas também nos indirectos. Falo de carpinteiros, estucadores, canalizadores, por exemplo”, acrescenta.
O responsável pelo NERBE não esconde também a sua preocupação com o comércio de automóveis e a restauração, dois ramos de actividade que enfrentam igualmente grandes dificuldades numa altura em que as atenções do Governo se viraram para as exportações.
“Não considero que seja um erro porque, de facto, tínhamos um problema muito grande com a nossa balança comercial, que estava em défice e deteriorada. Mas não podemos esquecer que 97% do nosso tecido empresarial é constituído por muito pequenas, pequenas e médias empresas. Portanto, não perdendo de vista as exportações, é essencial não perder o foco nas empresas de que depende o mercado interno. E há muito por fazer nessa área”, defende Filipe Pombeiro, que pede o reforço das medidas do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), “de modo a permitir investimento das empresas”.
“Isso é essencial para a criação de emprego. Essas medidas têm de ser mais competitivas e adaptáveis às nossas pequenas empresas. E é essencial que existam bonificações ao nível da Segurança Social para as empresas que mantém emprego e não apenas para as que criam. Hoje, a grande realidade das empresas é manterem os postos de trabalho que têm. Destaco ainda os benefícios em sede de IRC para a interioridade, que acabaram em 2011. As exportações são importantes mas não devemos perder de vista estes pontos”, conclui.

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Correio Alentejo

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