Neves-Corvo: Construções do projecto de expansão do zinco adiadas

Neves-Corvo: Construções do projecto de expansão do zinco adiadas

A Somincor decidiu adiar as construções do projecto de expansão do zinco (ZEP) à superfície em Neves-Corvo até que se verifique “a estabilidade total da operação” na mina situada no concelho de Castro Verde, adiantou ao “CA” fonte oficial da empresa.
Em comunicado, a empresa mineira justifica a decisão com “as perturbações laborais ocorridas no último trimestre de 2017 e a possibilidade de ocorrência de novas greves no primeiro trimestre de 2018”.
“É crítico garantir a competitividade a longo prazo da mina de Neves-Corvo e que os projectos decorram de forma eficiente, de forma a atingir os retornos esperados do investimento”, sublinha a Somincor, sublinhando que o ZEP, avaliado em 260 milhões de euros, “é um investimento de grande importância e relevância para a Lundin Mining Corporation” e com “um elevado impacto para os stakeholders da Somincor em Portugal e no estrangeiro”.
A empresa mineira acrescenta que o ZEP “constitui o maior investimento na Somincor desde que iniciou a sua produção”, há mais de 25 anos, sendo que o seu sucesso representará “também a sustentabilidade futura das comunidades e da região do Baixo Alentejo”.
“Porém, para que o investimento continue e represente um futuro de sucesso, longo e sustentável para os colaboradores da Somincor e para os empreiteiros gestores deste projecto, a Lundin Mining Corporation necessita de estabilidade na operação no seu todo e de relações laborais igualmente estáveis e que permitam a continuidade do projecto sem quaisquer atrasos”, argumenta a empresa concessionária de Neves-Corvo.
A Somincor garante igualmente ser sua intenção continuar “a investir em projectos de prospecção e de desenvolvimento”, no sentido de descobrir novos depósitos de minério “que possam vir a representar uma extensão da actual vida da mina de Neves-Corvo (2029)”.

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Correio Alentejo

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