Municípios PS e CDU do Baixo Alentejo vão reunir com trabalhadores em Beja

Municípios PS e CDU do Baixo Alentejo vão reunir com trabalhadores em Beja

Os 12 municípios socialistas e comunistas do Baixo Alentejo vão promover uma reunião pública com os seus funcionários, no dia 28 deste mês, em Beja, para os esclarecer sobre os "impactos negativos" do Orçamento do Estado (OE) para 2012.
A reunião, a partir das 10:00, na Praça da República, em Beja, servirá para os presidentes dos 12 municípios poderem "esclarecer" os seus funcionários sobre os "impactos negativos do OE na actividade municipal e nas condições dos próprios trabalhadores", disse hoje à agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), Jorge Pulido Valente.
Segundo o também autarca socialista de Beja, a decisão de promover a reunião foi tomada na última reunião do conselho executivo da CIMBAL, com os votos a favor dos seis municípios do PS e dos seis da CDU que integram a entidade e a abstenção do de Almodôvar, do PSD.
A reunião pública abrange os presidentes e os trabalhadores dos municípios socialistas de Aljustrel, Beja, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola e Ourique e dos comunistas de Alvito, Barrancos, Castro Verde, Moura, Serpa e Vidigueira.
Segundo Jorge Pulido Valente, os autarcas dos 12 municípios consideram o OE2012 "desastroso", devido aos "impactos muitíssimo negativos que tem na actividade municipal e nas populações".
As reduções nas transferências do OE2012 para as autarquias vão implicar "uma redução substancial dos serviços a prestar às populações" e "muitas câmaras estão já a identificar quais são os serviços que vão reduzir ou mesmo deixar de prestar", disse o autarca.
Por outro lado, continuou, "alguns eventos estão a ser cancelados" por várias autarquias no âmbito da sua actividade de dinamização e promoção dos municípios em termos económicos, socioculturais e turísticos.
Segundo o autarca, alguns postos de trabalho nas autarquias de trabalhadores contratados a termo certo poderão estar "em risco", já que há casos de municípios que poderão não renovar aquele tipo de contratos, "porque não há condições financeiras".
Os municípios também terão que adiar "sine-die" (por tempo indeterminado) "um conjunto de investimentos que tinham previsto", porque não sabem quando poderão retomar as suas capacidades financeiras para os poderem concretizar, disse o autarca.
Jorge Pulido Valente explicou que os 12 municípios decidiram promover a reunião pública e em conjunto também para "alertar a opinião pública para aquilo que os municípios têm pela frente" devido ao OE2012, sobretudo "numa altura em que há mais necessidade de as câmaras intervirem, nomeadamente em termos de apoios sociais".

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Correio Alentejo

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