Monforte cria Centro Interpretativo Tauromáquico

Monforte cria Centro

O Centro Interpretativo Tauromáquico de Monforte, cujo lançamento da primeira pedra decorreu no sábado, 3, representa um investimento de 165 mil euros e deverá abrir as portas em 2014.
O presidente da Câmara de Monforte, Miguel Rasquinho, explica à Agência Lusa que o equipamento vai servir para “mostrar a força da festa brava no concelho”, numa altura que a tauromaquia “sofre vários ataques” por parte de movimentos contra as touradas.
“Acima de tudo, queremos marcar a diferença de Monforte em relação à tauromaquia, pois a festa brava sofre vários ataques e temos que mostrar a sua força no nosso concelho”, sublinha.
O centro, que acolherá um espaço destinado à tertúlia do Grupo de Forcados Amadores de Monforte, vai ser criado nas antigas instalações da biblioteca municipal, imóvel situado no centro daquela vila do distrito de Portalegre.
O espaço vai ser composto por áreas para exposições, salas de conferências e audiovisuais e espaços destinados a mostrar e contar a história da tauromaquia mundial e de Monforte, em particular.
A autarquia espera ainda que o centro integre uma parte do espólio dos toureiros do concelho, bem como outros utensílios ligados à festa brava.
“O espaço não é só um museu para mostrar uns capotes ou umas casacas. Acima de tudo, queremos um espaço vivo e dinâmico”, sublinha.
Nesse sentido, o autarca adianta que o Município está em vias de estabelecer protocolos com escolas e com o Instituto Politécnico de Portalegre para serem “elaborados estudos sobre a temática tauromáquica”.
A obra vai ser comparticipada em 60 por cento pelo Programa de Desenvolvimento Rural (Proder).
Com fortes tradições tauromáquicas, o concelho de Monforte é berço de várias ganadarias, cavaleiros tauromáquicos, peões de brega (bandarilheiros), coudelarias taurinas, forcados e de novilheiros.
O Município já declarou a tauromaquia como Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal.
“Este espaço pretende também ser a ‘jóia da coroa’. Monforte tem muitas tradições nesta área e este aspecto tem que ser potenciado”, conclui.

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Correio Alentejo

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