Ministério Público vai abrir inquérito à morte de Francisco Esperança

Ministério Público vai abrir inquérito à morte de Francisco Esperança

O Ministério Público (MP) vai abrir um inquérito para averiguar as condições em que ocorreu a morte do homem suspeito de ter assassinado a mulher, a filha e a neta, em Beja, anunciou a Procuradoria Geral da República (PGR).
Segundo uma informação da PGR, “será aberto inquérito para averiguar as condições em que ocorreu o suicídio” de Francisco Esperança, que foi esta sexta-feira, 17, encontrado morto na cela onde estava detido, no Estabelecimento Prisional de Lisboa.
Ao início da manhã, fonte da PSP disse à Lusa que o alegado autor do triplo homicídio se “enforcou com os lençóis da sua cela, entre as 22h00 [de quinta-feira] e a 01h00 [de hoje]”.
Fonte da PSP indicou igualmente que o homem foi encontrado morto cerca das 02h00.
Francisco Esperança, um antigo bancário de Beja, de 60 anos, foi detido por suspeitas de ter assassinado à catanada a mulher, a neta e a filha e mantido os corpos em casa durante uma semana.
Detido em Beja, foi transferido na quinta-feira para uma prisão de Lisboa, porque as autoridades tinham receio de que os outros detidos se vingassem.
Francisco Esperança, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhou, incorria numa pena entre 12 e 25 anos de prisão por cada um dos três crimes de homicídio.
O alegado homicida foi detido na segunda-feira à noite na sua casa, em Beja, depois de se ter entregado à PSP por volta das 19h40, sem oferecer resistência.
Após a detenção, elementos da PSP entraram na casa, na rua de Moçambique, onde encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro, cujos funerais foram realizados quarta-feira à tarde.
Fontes policiais avançaram que os crimes terão sido cometidos há cerca de uma semana e que o Francisco Esperança também "matou todos os animais" domésticos que tinha em casa, nomeadamente um cão e um gato.
As fontes confirmaram à Lusa que as vítimas foram degoladas com "golpes profundos" na zona do pescoço, efectuados com uma catana, mas a cabeça não ficou separada do restante corpo.
Segundo as mesmas fontes, após ter cometido os crimes, o homem terá feito aparentemente "uma vida normal", uma vez que foi visto várias vezes nas ruas da cidade.

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Correio Alentejo

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