Ministra lamenta casos de "escravatura" nos olivais

Ministra lamenta casos de

A ministra da Agricultura condena o tráfico de seres humanos para trabalhos agrícolas no Alentejo e vinca que os casos identificados revelam que o Estado "está atento”.
"Obviamente, é uma situação condenável", diz a ministra, referindo que o facto de se estar, actualmente, "no encalce dessas situações significa que o Estado, através dos seus mecanismos de controlo, está atento e a fiscalizar como é devido".
Segundo a ministra, actualmente "assistimos, de facto, a uma fiscalização que está a dar o seu resultado".
"É bom que [a fiscalização] exista, que sirva como exemplo daquilo que não se pode fazer", frisa, referindo que "também é bom que possamos mostrar os exemplos, que há muitos e são a maioria, daquilo que se está a fazer na criação de bom emprego" no sector agrícola no Alentejo.
Segundo Assunção Cristas, "o que queremos para a agricultura é a criação de bom emprego, com boa remuneração e com um sempre acrescento de valor para todas as pessoas envolvidas", ou seja, os trabalhadores e os empresários, e "para o país".
No passado dia 13 de Novembro, numa herdade perto de Beja, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve quatro estrangeiros, entre os 23 e os 51 anos, por suspeita de tráfico de seres humanos.
Durante a operação, o SEF resgatou 28 pessoas que estavam na situação de exploração e de tráfico, alegadamente para trabalharem na apanha da azeitona.
No dia anterior, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou que, na sequência de uma queixa formulada por um grupo de estrangeiros, deteve, no concelho de Serpa, três homens, entre os 22 e os 33 anos, por suspeita da prática de um crime de tráfico de seres humanos para apanha de azeitona no Alentejo.
Segundo a PJ, os detidos terão contratado no país de origem e transportado para Portugal trabalhadores estrangeiros, que alojaram "em condições precárias e retendo-lhes os documentos de identificação como garantia de pagamento das despesas de transporte e estadia".

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Correio Alentejo

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