Ministra da Agricultura garante pagamentos do Proder na próxima semana

Ministra da Agricultura garante pagamentos do Proder na próxima semana

A ministra da Agricultura afirmou esta terça-feira, 21, que as primeiras verbas do Proder – Programa de Desenvolvimento Rural deste ano começarão a ser pagas na próxima segunda-feira, 27, e que em Março abrirá novo concurso para verbas no valor de 50 milhões de euros.
“Janeiro foi dedicado à reprogramação do próprio Proder pelo IFAP – Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas. Na segunda-feira faremos os primeiros pagamentos deste ano, no valor de 52 milhões de euros”, afirmou a ministra Assunção Cristas, que respondia a questões de deputados na comissão parlamentar de Agricultura.
Na ocasião, Assunção Cristas insistiu em que o objectivo do Governo com o Proder é “alavancar” investimentos como alguns dos que estão relacionados com a barragem do Alqueva.
Assim, referiu que em Março será aberto um novo concurso no âmbito do Proder, com um valor de 50 milhões de euros e que “uma boa fatia destina-se ao Alentejo e à irrigação”.
Ainda sobre o projecto do Alqueva, reiterou que a expectativa do Governo é concluir o projecto “tão cedo quanto possível e na medida das possibilidades de financiamento do Estado português”.
A ministra considerou porém “mais importante” neste momento levar o regadio aos 30 mil hectares do projecto que estão infra-estruturados mas sem produção por não serem regados, do que alargar mais a infra-estrutura.
Assunção Cristas mostrou-se ainda confiante de que a passagem do Alqueva para o QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional será uma forma de diversificar as fontes de financiamento do projecto.
A reunião da comissão parlamentar foi igualmente aproveitada pelo deputado do PS eleito por Beja para confrontar a ministra com a "situação de seca" do Baixo Alentejo, "circunstância que afecta as culturas de Inverno e a pecuária", além de existir "também risco para o regadio dado o baixo nível das barragens e um maior consumo".
"A tudo isto conjuga-se o abandono do Alqueva por parte do Governo", frisou Luís Pita Ameixa, sublinhando que em causa "está a ausência de medidas que mitiguem os problemas causados pela situação de seca".

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Correio Alentejo

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