Mina de Aljustrel enfrentou “grandes desafios” em 2020

O ano de 2020, marcado pela pandemia da Covid-19 e pelas restrições e constrangimentos associados, trouxe “grandes desafios” para a Almina – Minas do Alentejo, mas o balanço final acaba por ser positivo, garante o presidente do conselho de administração da empresa responsável pela concessão das minas de Aljustrel.

“No final, podemos dizer que correu tudo bem. Houve uma compreensão muito grande por parte de todas as pessoas que aqui trabalham e podemos dizer que vencemos mais esta etapa”, diz Humberto da Costa Leite em declarações exclusivas ao “CA”.

Segundo o gestor, a atividade da Almina em 2020 “teve desafios muitos grandes”, relacionados com as “restrições e constrangimentos” impostos pela pandemia e pela própria conjuntura económica internacional.

“Houve quedas drásticas de preços que, a dado momento, nos levaram a reagir com muita atenção a todos os fatores que estivessem ligados à atividade, de forma a que pudéssemos garantir todos os postos de trabalho”, observa Humberto da Costa Leite.

Neste período, continua o presidente da Almina, a empresa optou por manter a sua “política em termos de postos de trabalho”, sem saída de colaboradores, optando apenas por “alguns ajustes relacionados com os investimentos, numa perspetiva de não gastar dinheiro”.

“Adiámos investimentos, que entretanto já retomámos. E foi dada uma atenção mais a curto-prazo, para que a empresa não tivesse dificuldades de tesouraria”, esclarece.

Tudo isto acabou por provocar ligeiros constrangimentos” ao nível da produção nas minas de Aljustrel, que em 2020 se cifrou na ordem dos três milhões de toneladas de concentrados de minério.

“Ficou um bocadinho abaixo do nosso objetivo, mas nada que não conseguíssemos suportar”, afiança Humberto da Costa Leite.

Relativamente a 2021, o presidente da administração da empresa assegura que “estão a verificar-se efeitos positivos”, até pela “melhoria da economia internacional”.

“Penso que este ano vai ser um ano bastante melhor que o ano passado”, antevê.

No que toca a investimentos, este ano a Almina tem orçamentados “cerca de 32 milhões de euros” em “trabalhos de exploração, prospeção, equipamentos e renovação”.

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Correio Alentejo

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