Mau tempo causa prejuízos de dois milhões em Odemira

Mau tempo causa prejuízos

Os prejuízos causados pelo mau tempo no concelho de Odemira são superiores a dois milhões de euros e podem colocar em causa o futuro de algumas explorações agrícolas.
Segundo apurou o “CA”, os ventos fortes registados na noite de sexta-feira e na madrugada de sábado, dias 18 e 19, afectaram gravemente o Litoral Alentejano, onde algumas explorações agrícolas e horto-frutícolas ficaram com 80% das suas estruturas danificadas e grande parte das produções comprometidas.
“A situação em Odemira é muito preocupante e põe em causa, inclusivamente, a continuidade de algumas explorações”, sintetiza ao “CA” o presidente da Câmara de Odemira, precisando que o prejuízo é superior “a dois milhões de euros”.
De acordo com José Alberto Guerreiro, “há explorações que têm 80% das suas estruturas e das produções afectadas”, sendo que grande parte delas tem “contratos de fornecimento desses produtos, alguns deles para exportação”, a que não poderão dar resposta.
Além destes prejuízos imediatos, o autarca teme que a situação se agrave nos próximos dias, dadas as previsões de mau tempo, e venha a prejudicar também os trabalhadores das explorações mais afectadas.
“Neste momento, há algumas dezenas de postos de trabalho em risco precisamente porque alguns dos agricultores deixaram de ter condições para cumprir os contratos que tinham de fornecimento”, admite José Alberto Guerreiro.
Além dos prejuízos na agricultura, a Câmara de Odemira registou também danos na rede viária municipal, em habitações e equipamentos.
No caso da agricultura, os estragos do mau tempo nas explorações do concelho de Odemira estão a ser avaliados pela Associação de Horticultores do Sudoeste Alentejano e pela Associação de Beneficiários do Mira. A informação será depois transmitida aos serviços do Ministério da Agricultura.
Entretanto, a ministra Assunção Cristas afirmou esta segunda-feira, 21, que os agricultores podem recorrer ao Proder – Programa de Desenvolvimento Rural e a linhas de crédito bancário para pagar os prejuízos provocados pelo mau tempo, mas sem adiantar valores.

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Correio Alentejo

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