Ligação Roxo-Rocha não estará concluída antes de 2025

A ligação da albufeira do Monte da Rocha ao Alqueva, através do Roxo, poderá estar concretizada, no melhor dos cenários, “até final de 2025”, adianta a Câmara de Castro Verde, tendo por base informação prestada pelo Ministério da Agricultura e da Alimentação.

Tal como o “CA” adiantou na sua última edição, a 18 de novembro, o presidente da autarquia castrense, António José Brito, considera que o projeto “tem sido demasiado adiado”, tendo inclusive feito chegar ao ministério liderado por Maria do Céu Antunes um pedido de “informação concreta” sobre o mesmo.

Na resposta a esta solicitação, o gabinete da ministra da Agricultura informou o edil que o processo já foi “revisto e aprovado” pelo Ministério da Agricultura e emitida declaração relativamente ao estudo de impacto ambiental, que está disponível para consulta no site da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Nesse sentido, e segundo o Ministério, o processo está agora em análise, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020 – Desenvolvimento do Regadio Eficiente, e só cumprida esta etapa irá decorrer o concurso público para a construção da ligação, que deve demorar seis meses.

Depois será necessário visto do Tribunal de Contas, o que pode demorara cerca de dois meses, seguindo-se então a execução da empreitada, estimada em 24 meses.

Ou seja, e em síntese, “correndo o processo sem percalços e cumpridas todas as etapas atrás referidas com eficácia, a ‘ligação’ entre as albufeiras do Roxo e Monte da Rocha poderá estar concluída até final de 2025”, revela o presidente da Câmara de Castro Verde.

Perante esta provável cronologia, António José Brito não esconde a sua “enorme preocupação e desencanto” com a “imensa demora” na concretização do processo, afirmando ser “incompreensível que a resolução do problema esteja a demorar tanto tempo”.

“O Governo tem de empenhar-se e acelerar este projeto de uma vez por todas”, diz o edil castrense, que teme estarmos na eminência de uma “uma situação dramática” em matéria de abastecimento de água às populações, uma vez que a albufeira conta, atualmente, com apenas com 8,5% da sua capacidade máxima.

Por isso, conclui, “este processo tem que avançar muito mais depressa e com empenho das partes diretamente envolvidas, nomeadamente o Ministério da Agricultura”.

Recorde-se que a albufeira do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, garante o abastecimento de água para os municípios de Castro Verde, Ourique e Almodôvar, assim como parte dos de Mértola e Odemira.

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Correio Alentejo

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