Kenneth Norris. “2021 será um ano mais positivo” para a Somincor

Em entrevista ao “CA”, o canadiano Kenneth Norris, administrador-delegado da Somincor, avalia (e justifica) os resultados da empresa mineira de Neves-Corvo em 2020, antecipando melhorias para este ano.

Como avalia os resultados alcançados pela Somincor em 2020?

2020 foi certamente um ano desafiante. A resposta à pandemia de Covid-19 exigiu que ajustássemos vários dos nossos planos no início do ano. Apesar das variáveis externas que condicionaram a nossa atividade, 2020 foi um ano que nos permitiu focar ainda mais a segurança, como um valor fundamental da nossa empresa, e a produtividade para garantir a sustentabilidade da nossa operação no futuro. A partir de março de 2020, a empresa teve de se concentrar no combate à pandemia, tendo como base o nosso Plano de Contingência – com custos acrescidos com testes, higienização e outras medidas de proteção –, para além de ter de reajustar os seus planos internos de produção e projetos em curso.

Era previsível fechar o ano com prejuízo?

Não estava previsto no início do ano de 2020 que teríamos de ultrapassar os obstáculos com que formos defrontados. É importante referir que continuámos a operar nestes tempos difíceis, agindo rapidamente em defesa da nossa atividade, dos nossos trabalhadores, das nossas comunidades e do país. A continuidade das nossas exportações ao longo de 2020 é algo de que nos orgulhamos muito.

“Acreditamos que este ano será um ano mais positivo. Estão a ser feitos esforços significativos para otimizar a nossa operação.”

Que razões aponta para justificar este resultado? A pandemia teve impacto no mesmo?

Infelizmente, a pandemia teve impacto em todo o mundo e, naturalmente, também nas nossas operações, limitando as nossas atividades em algumas áreas, nomeadamente a suspensão temporária do Projeto de Expansão do Zinco (ZEP), que teve um grande impacto para nós e também para a região. Priorizámos a segurança da nossa força de trabalho e das comunidades, algo que se espera em qualquer mina que está em produção contínua há cerca de 32 anos. Para além disso, conseguimos reiniciar com segurança e sucesso o ZEP no início deste ano.

Quais as expectativas da Somincor para 2021? Estimam fechar o ano com resultado positivo?

Acreditamos que este ano será um ano mais positivo. Estão a ser feitos esforços significativos para otimizar a nossa operação, melhorar a qualidade dos nossos concentrados, reforçar as equipas internas com maior conhecimento para mais facilmente se adaptarem às exigências resultantes tanto do declínio do teor de cobre, como da crescente importância que o zinco está a ganhar no nosso processo produtivo. Embora estejamos cientes da exigência, tudo faremos para que o ano de 2021 termine como esperado. É para isso que trabalhamos todos os dias, com sentido de compromisso e colaboração. É um ano de muitos desafios, com forte enfoque no ZEP e na revisão de processos para realizar melhorias transformacionais, mas as nossas expectativas são muito positivas.

As obras do ZEP já foram retomadas. Mantem-se o definido no final de 2020, com o ZEP a estar concluído no final deste ano?

Sim, a cronologia definida no final de 2020 prevê a remobilização do projeto com um número menor de empreiteiros numa altura em que se mantêm os atuais requisitos para a distância social e outras limitações relacionadas com a segurança. Esperamos assim que o projeto esteja concluído ainda este ano e que avance para taxas de produção plenas – para o dobro do que são atualmente – ao longo de 2022.

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Correio Alentejo

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