Jerónimo defende Reforma Agrária

Jerónimo defende

O secretário-geral do PCP esteve este domingo, 22 de Maio, na aldeia de Baleizão (Beja), onde voltou a defender o processo de Reforma Agrária lançado após o 25 de Abril.
Jerónimo de Sousa esteve na tradicional romagem ao cemitério da localidade em homenagem a Catarina Eufémia e depois, no seu discurso, lembrou a Reforma Agrária, essa “epopeia criadora, em que pela primeira vez na história do nosso país, os trabalhadores tomaram a decisão de tomar as terras do latifúndio e com elas nas suas próprias mãos o seu destino”.
Contudo, argumentou o líder comunista, a Reforma Agrária “foi sufocada e destruída e o latifúndio restaurado por um poder político que a partir de 1976, tomou o partido dos senhores da terra, dos grandes latifundiários que colocaram o Alentejo a ferro e fogo, trazendo novamente ao Alentejo as terras abandonadas, a desertificação e o desemprego”.
Tudo isto levou Jerónimo de Sousa a defender que, 40 anos após a promulgação da Constituição da República, a Reforma Agrária “como um projecto de futuro”.
“Um projecto necessário e que mantém toda a actualidade como parte integrante do processo de desenvolvimento do Alentejo. Um projecto que não abandonaremos e pelo qual continuaremos a lutar. Uma Reforma Agrária que, cumprindo a lei fundamental do país, liquide a propriedade latifundiária! Um sonho de gerações que um dia, estamos certos, será concretizado”, disse.
Durante o seu discurso, o secretário-geral do PCP defendeu igualmente que “não há argumento” ou “forma enviesada” que possa impedir a reposição, a 1 de Julho, do horário de trabalho das 35 horas semanais na função pública.

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Correio Alentejo

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