Integração de migrantes vai continuar em Odemira

A Câmara de Odemira, a TAIPA – Organização Cooperativa para o Desenvolvimento Integrado do Concelho de Odemira, seis entidades empresariais, três juntas de freguesia e duas associações assinaram, na passada semana, um protocolo de colaboração para garantir a atividade do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) no concelho de Odemira até 2024.

Segundo a autarquia, o protocolo tem como objetivo “assegurar a continuidade” do CLAIM de Odemira “enquanto gabinete de acolhimento, informação e apoio descentralizado aos imigrantes que afluem ao concelho, no âmbito do acolhimento e integração, no cumprimento das estratégias definidas a nível nacional e local”.

O consórcio junta a TAIPA, enquanto entidade promotora e executora do CLAIM e, na qualidade de entidades financiadoras, a Câmara de Odemira, as empresas Lusomorango, Multitempo, Sudoberry, The Summer Berry Company Portugal e ACMR.

A estas juntam-se, na qualidade de entidades não financiadoras, as juntas de freguesia de São Teotónio, de Longueira/Almograve, de Vila Nova de Milfontes e de Boavista dos Pinheiros, assim como a AHSA – Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur e a Casas Brancas – Associação de Turismo de Qualidade do Litoral Alentejano e Costa Vicentina.

O protocolo assinado na passada semana estabelece o financiamento de 193.009,93 euros pelo período 2022-2024, sendo a comparticipação da Câmara de Odemira no montante de 99.982,82 euros.

Já a Lusomorango vai financiar o projeto com 28.908,36 euros, enquanto as restantes entidades assumem o montante global de 64.118,75 euros, distribuídos em partes iguais entre si.

Em atividade desde 1 de julho de 2016, o CLAIM de Odemira já efetuou 15.586 atendimentos e tem registado uma maior proximidade com os cidadãos migrantes e maior colaboração com as empresas e os serviços públicos.

Na cerimónia de assinatura do protocolo, o presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, disse tratar-se de “um projeto pioneiro que se transformou em resposta local, que foi capaz de juntar várias entidades de diferentes naturezas para encontrar respostas aos problemas da comunidade migrante na sua integração”.

Por sua vez, a presidente da TAIPA, Dora Guerreiro, sublinhou que o CLAIM “tem três pontos fortes: promove as relações de proximidade, horários ajustáveis e o seu carácter itinerante”.

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Correio Alentejo

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