Grupo de Teatro Comunitário nasce em São Luís

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Ser “uma rede social comunitária, criativa, afetiva e de interajuda” e uma ferramenta de empoderamento da comunidade estão entre os objetivos do novo Grupo de Teatro Comunitário (GTC) de São Luís, no concelho de Odemira, cujos ensaios vão arrancar oficialmente já em fevereiro.

A iniciativa é dinamizada por Maria Vasconcelos, que reside há ano e meio em São Luís e para quem esta pode vir a ser “uma experiência reveladora e transformadora”. “Acredito que nos torna a todos os que participam mais conscientes enquanto cidadãos, artistas e seres humanos”, diz ao “CA”.

O GTC é promovido através da Fundação O Cerro, tendo financiamento assegurado pela Câmara de Odemira, no âmbito do programa “Odemira Criativa”. Além de Maria Vasconcelos, o projeto conta também com a participação do músico Silvestre Martins, que será o seu dinamizador na área musical.

Segundo Maria Vasconcelos, a iniciativa visa permitir “um trabalho em rede de cooperação, de colaboração e de aceitação de si próprio e do outro, uma busca por aquilo que nos une enquanto comunidade”. 

“É uma forma de nos questionarmos e de questionarmos o coletivo a que pertencemos”, assim como “refletir sobre aquilo que nos diz respeito e que tem importância e impacto nas nossas vidas”, acrescenta.

A apresentação pública do GTC aconteceu no passado dia 16 de janeiro, em São Luís, numa sessão onde foram projetados vídeos de diferentes projetos e documentários relacionados com o teatro comunitário.

“O grupo não era grande, o que tornou o ambiente bastante intimista e é assim que, pouco a pouco, se vai contagiando os presentes com esta ideia, na esperança de que ela se multiplique”, conta Maria Vasconcelos, acrescentando que na passada segunda-feira, 22, realizou-se uma aula aberta, de onde todos saíram “com um sorriso estampado no rosto”.

“Vamos contar as nossas histórias, as das pessoas comuns, que não aparecem nos livros nem nos meios de comunicação. E ao contarmos essas histórias, contamos a história de um território e refletimos sobre ela”, diz Maria de Vasconcelos

“Este é o melhor feedback que se pode ter. Agora é acreditar que mais participantes se vão juntar à iniciativa”, continua a dinamizadora do GTC, revelando que as inscrições “continuam abertas” e que os ensaios arrancam oficialmente “na primeira semana de fevereiro”. 

Os encontros serão às terças-feiras, sempre das 18h00 às 19h30, na sede da Fundação O Cerro, sendo que o único requisito pedido aos interessados é terem mais de 16 anos.

Os próximos meses serão de trabalho árduo, uma vez que Maria Vasconcelos estima que a estreia do GTC possa acontecer “em junho”… e na rua! “A ocupação do espaço público é um requisito importante neste tipo de teatro para nos aproximar do público e da comunidade”, justifica.

A dinamizadora acrescenta que o objeto artístico a apresentar nessa data “será criado coletivamente e trabalhado durante o processo criativo ao longo dos encontros”, onde “se encenam as vontades, as reivindicações, os ideais e sonhos dos participantes, representantes da comunidade”.

“Vamos contar as nossas histórias, as das pessoas comuns, que não aparecem nos livros nem nos meios de comunicação. E ao contarmos essas histórias, contamos a história de um território e refletimos sobre ela”, conclui.

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