O secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional rejeitou a existência de desvios de fundos comunitários das zonas de convergência para Lisboa, adiantando que o dinheiro se destinou, de facto, a “aplicações de âmbito nacional”.
“Não se pode falar em desvio, é algo que estava desde o início identificado como sendo de aplicação nacional”, afirmou Almeida Henriques, no Porto, que comentava assim a informação avançada pelo "Jornal de Notícias" na semana passada.
O "JN" referiu que a cada trimestre aumenta o valor dos fundos dados pela União Europeia às regiões mais pobres do país – Norte, Centro e Alentejo –, mas que acabam por ser aplicados em Lisboa.
O secretário de Estado afirmou que “os cerca de 190 milhões de euros” se destinaram a “aplicação nacional”, designadamente para a formação da administração pública, para a desmaterialização e simplificação de dados e para a investigação e desenvolvimento.
Almeida Henriques salientou ainda que, aquando da negociação do QREN entre Portugal e a União Europeia, ficaram logo definidas “estas três áreas como sendo de aplicação nacional”.
“Este princípio, nestas três matérias, parece-me bem, sendo eu defensor de uma forte aposta nas regiões de convergência”, sublinhou aos jornalistas, no Porto, à margem do encontro anual sobre a aplicação do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2).
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