Francisco Esperança foi autopsiado esta segunda-feira em Lisboa

Francisco Esperança foi autopsiado esta segunda-feira em Lisboa

A autópsia ao cadáver do alegado homicida de Beja foi efectuada esta segunda-feira, 20, durante a manhã, no Instituto de Nacional de Medicina Legal (INML), em Lisboa, confirmou fonte daquele organismo, sem revelar pormenores sobre a mesma.
A fonte da INML adiantou à Agência Lusa que o relatório final da autópsia realizada na delegação do Sul ao corpo de Francisco Esperança “demorará algum tempo a ficar concluído”, tanto mais que “foram pedidos exames complementares”, nomeadamente toxicológicos, que levarão várias semanas.
De qualquer forma, o INML rejeita fornecer qualquer informação sobre o resultado da autópsia, cujas conclusões serão enviadas directamente ao Ministério Público, entidade que supervisiona a investigação sobre a morte e que solicitou a perícia médico-legal, correndo o processo em segredo de justiça.
A fonte do INML escusou-se também a confirmar se a morte terá sido provocada por suicídio, como foi admitido pelas autoridades.
Se continuar sem ser reclamado, o cadáver fica ao cuidado do INML até se completar um período de 30 dias, findo o qual é entregue à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, entidade responsável pelo denominado funeral social.
O corpo de Francisco Esperança foi encontrado na sexta-feira, 17, enforcado na cela do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), para onde tinha sido transferido na quinta-feira, 16, à tarde, por alegada falta de condições de segurança na cadeia de Beja.
O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa revelou na própria sexta-feira que recebeu a participação da morte do alegado homicida de Beja e ordenou a imediata instauração de um inquérito para a realização de autópsia.
A Direcção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) já abriu um inquérito para apurar o que aconteceu na cela do alegado homicida de Beja e o Ministério Público anunciou que iria igualmente averiguar as condições em que ocorreu esta morte.
O director-geral dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, disse que o preso tinha sido transferido para Lisboa por razões de segurança e que estava numa ala de “vigilância acrescida".
Segundo um comunicado da DGSP, o recluso tinha dado entrada no EPL a 16 de Fevereiro, pelas 18h00, por razões de ordem e segurança que não estavam reunidas no Estabelecimento Prisional de Beja.
De acordo com a DGSP, o recluso foi observado pelo enfermeiro de serviço à chegada e estava "calmo, consciente e orientado".
Francisco Esperança, um antigo bancário de Beja, de 60 anos, foi detido por suspeitas de ter assassinado com uma catana a mulher, a neta e a filha e de ter mantido os corpos em casa durante uma semana.
Após a detenção, elementos da PSP entraram na casa, na rua de Moçambique, em Beja, onde encontraram os cadáveres da mulher, de 53 anos, da filha, de 28, e da neta, de quatro, cujos funerais se realizaram na quarta-feira à tarde.
O homem, que já tinha cumprido pena de prisão por um desfalque no banco onde trabalhou, incorria numa pena entre 12 e 25 anos de prisão por cada um dos três crimes de homicídio.

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima