Fórum Eugénio de Almeida quer obras de todo o mundo

Fórum Eugénio de Almeida

O Fórum Eugénio de Almeida, em Évora, cujas novas instalações abrem portas a 11 de Julho, quer reunir na cidade alentejana obras de criadores de todo o mundo, através do projecto artístico “Portas Abertas”.
A Fundação Eugénio de Almeida (FEA), que tutela o fórum, revela que este projecto inaugural assenta na importância da memória, em especial ligada ao período da Inquisição em Portugal, enquanto “forma de reflectir sobre o presente e a pluralidade cultural”.
A iniciativa, que a FEA classifica como “inovadora”, arrancou com um convite aberto à participação de criadores de todo o mundo para que submetam ao projecto uma obra da sua autoria, a qual será exposta no fórum entre 11 de Julho a 15 de Setembro.
O Fórum Eugénio de Almeida vai passar a estar instalado no Palácio da Inquisição, em plena acrópole de Évora, tratando-se do “primeiro edifício destinado à Inquisição em Portugal, que data de 1536”, realça a FEA.
O equipamento, acrescentou a fundação, “recupera para a cidadania um património arquitectónico histórico no centro de Évora, transformando-o num espaço dedicado às expressões artísticas contemporâneas”.
O projecto “Portas Abertas”, assente no diálogo intercultural, surge porque “a carga histórica do edifício do Palácio da Inquisição torna necessária uma reflexão responsável sobre sua memória”.
O objectivo é “reflectir sobre as manifestações de intolerância e repressão do período inquisitorial que, como é notório, ultrapassam o contexto local e temporal”, explicou a FEA.
Ao colocar como tema central a questão da discriminação, refere a fundação, “procura-se salientar que a arte, através de uma acção colaborativa internacional, pode abrir as portas ao diálogo intercultural, base para a construção de uma sociedade mais justa, plural, tolerante e inclusiva”.
Com as obras que vierem a ser seleccionadas para a exibição, o Fórum Eugénio de Almeida quer homenagear cada uma das 507 pessoas – das quais 291 homens e 216 mulheres, segundo registos históricos – que foi vítima da repressão inquisitorial e condenada à pena capital no antigo palácio.
Desta forma, essas mesmas pessoas serão relembradas “muito para além do número abstracto e sem identidade em que a história os transformou”, afiançou a FEA, referindo que, “simbolicamente, 507 será o número máximo de obras a exibir”.
A primeira fase do projecto “Portas Abertas” está a decorrer até 28 de Maio, altura até à qual vigora o convite feito aos criadores para a apresentação de uma proposta de obra de autoria própria.
O processo de candidatura e envio da obra é feito exclusivamente na página da Internet do Fórum Eugénio de Almeida (www.forumea.pt), devendo os autores proceder à sua inscrição através do preenchimento do respectivo formulário.
A segunda fase vai consistir na realização da exposição inaugural, que vai decorrer nos primeiro e segundo pisos do equipamento cultural.

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Correio Alentejo

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