Festival em Odemira celebra cante de improviso

Viola campaniça

Um novo festival vai realizar-se, neste fim de semana, dias 21 a 23 de outubro, em três localidades do concelho de Odemira para “motivar” os “cantadores de improviso” da região e sensibilizar o público em geral para esta forma única de cantar.

O Festival de Improviso “Vozes de Mestres” vai decorrer em São Teotónio, São Martinho das Amoreiras e Amoreiras-Gare, numa iniciativa do Centro de Valorização da Viola Campaniça e do Cante de Improviso e da Poesia Popular (CVVCCI).

O objetivo passa por “transmitir a outras gerações” o cantar de improviso típico da região, nomeadamente o cante a despique e o baldão, explica ao “CA” Pedro Mestre, do CVVCCI, sediado em São Martinho das Amoreiras, no concelho de Odemira.

“Cada vez temos menos cantadores e não tem havido ultimamente entusiasmo por parte da juventude perante esta forma de cantar, que corremos o risco de perder”, e, com este festival, “tentamos motivar os cantadores que temos na região e sensibilizar o público para esta forma de cantar, que não queremos deixar morrer”, diz.

O festival tem os apoios da Câmara de Odemira e das juntas de freguesia de São Martinho das Amoreiras e de São Teotónio, contando no programa com concertos, mesas-redondas e sessões de cantares ao desafio na sede.

Os espetáculos terão lugar na Sociedade Recreativa S. Teotoniense, em São Teotónio (sexta-feira, 21), no Salão de Festas de São Martinho das Amoreiras (sábado, 22) e no Centro Social de Amoreiras-Gare (domingo, 23).

“Vamos ter concertos com improvisadores do Alentejo ao Minho, aos Açores, à Madeira e ao Nordeste brasileiro”, lugares em que o cante de improviso “ainda se mantém com alguma pujança”, revela Pedro Mestre.

Pelo palco vão passar nomes como Augusto Canário, Marta Azevedo, Daniel Fernandes, Roberto Moniz, José Santos ou o brasileiro Guilherme Nobre. A par disso, anuncia Pedro Mestre, será dada “voz” aos “mestres”, ou seja, as “quase duas dezenas de cantadores que se encontram regularmente” para sessões de cante a despique e baldão.

“Vamos juntá-los para que possam estar disponíveis para falar da sua forma de cantar, sobre como foi no passado e como é hoje”, assim como “fazer uma roda de cante muito tradicional” e “apresentar cantadores da nossa região em duplas”, acrescenta.

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