Empresa metalomecânica de Beja com pagamentos a trabalhadores em atraso

Empresa metalomecânica de Beja com pagamentos a trabalhadores em atraso

Os 45 trabalhadores da empresa Metalomecânica Projectos Industriais (MPI), de Beja, estão com dois meses de salários e o subsídio de Natal em atraso e "alguns" já passam "dificuldades", denuncia publicamente o sindicato do sector.
A Agência Lusa contactou o administrador da MPI, Amaro de Matos, que remeteu esclarecimentos para mais tarde.
Actualmente, a MPI, antiga unidade de Beja da MPG, "tem dois meses de salários em atraso, Dezembro e Janeiro, e ainda não pagou o subsídio de Natal" de 2011, explicou à Agência Lusa o dirigente sindical Eduardo Florindo.
Segundo o mesmo representante do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE/SUL), "alguns" funcionários da MPI já estão "a passar dificuldades".
Segundo o sindicalista, desde Outubro de 2011, quando "os sócios da empresa MPG dividiram as cotas" e a unidade industrial de Beja passou a designar-se MPI, que esta empresa "tem tido dificuldades em pagar os salários" aos funcionários.
Na quarta-feira, 1, de manhã, os trabalhadores, por não terem recebido o salário de Janeiro na terça-feira, 31, "recusaram-se a trabalhar enquanto o administrador da empresa não reunisse com eles", explicou.
Entretanto, o administrador reuniu com os trabalhadores, mas, "em vez de apresentar soluções para o problema", disse que a empresa "não sabe" quando poderá pagar os salários e o subsídio em atraso, afiançou Eduardo Florindo.
Os trabalhadores retomaram o trabalho após o almoço, mas decidiram reunir em plenário na próxima segunda-feira, 6, para analisar a situação e tomar decisões, adiantou.

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Correio Alentejo

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