Dois linces ibéricos libertados em Mértola

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) libertou nesta terça-feira, 9, dois exemplares de linces ibéricos na zona do Vale do Guadiana.

O “Rosmaninho” e o “Rouxinol”, dois machos, foram libertados na freguesia de São João dos Caldeireiros, no concelho de Mértola, numa área sob jurisdição do Regimento de Infantaria (RI) 1, de Beja, que se associou activamente ao processo de reintrodução em Portugal.

Segundo adianta ao “CA” o ICNF, o lince “Rosmaninho” é filho da fêmea “Fresa” e do macho “Drago”, enquanto o lince “Rouxinol” é filho da fêmea “Juncia” e do macho “Fresco”.

Ambos têm quase um ano de idade e nasceram no Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico do ICNF, situado em Silves, no Algarve.

Dois linces ibéricos libertados em Mértola
(c) ICNF

Área do Vale do Guadiana foi escolhida em 2014 para a reintrodução da espécie em Portugal, no âmbito do projecto “LIFE Iberlince”.

O ICNF conta libertar, até final de Março, mais cinco exemplares de linces ibéricos.

A área do Vale do Guadiana foi escolhida em 2014 para a reintrodução da espécie em Portugal, no âmbito do projecto “LIFE Iberlince”.

Este território abrange os concelhos de Mértola, Serpa e zonas adjacentes, para onde os linces se dispersaram naturalmente, situadas nos concelhos de Alcoutim, Castro Verde e Beja.

O ICNF explica que “estas áreas estão agora a ser consolidadas, ampliadas e interligadas no âmbito do novo projecto ‘LIFE Lynxconnect’, liderado pela CAGPyDS da Junta de Andaluzia, iniciado em Setembro de 2020 e que, em Portugal, congrega como parceiros, para além do ICNF, a CIMBAL e a Infra-estruturas de Portugal”.

As áreas de solta definidas para 2021 “foram seleccionadas com base em critérios técnicos de existência de habitat adequado e de disponibilidade de alimento para os linces e contaram com as valiosas colaborações do RI 1 de Beja e da Câmara Municipal de Mértola, traduzidas na permissão de realização de parte das soltas, em terrenos sob a sua jurisdição”.

O ICNF sublinha que “a reintrodução é um processo a médio longo prazo que tem como objectivo estabelecer uma população viável e que mantenha um fluxo genético regular com outras populações de lince, restabelecendo a situação favorável à espécie”.

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Correio Alentejo

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