“Distrito de Beja precisa de um PSD forte e dinâmico”

Gonçalo Valente
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Acabado de ser reeleito presidente da Distrital de Beja do PSD até 2022, Gonçalo Valente assume em entrevista ao “CA” a ambição de reforçar o número de eleitos do partido nas Autárquicas do próximo ano. E para tal, pede o contributo dos “históricos” sociais-democratas nessa tarefa.
“Os ‘históricos’ do PSD, aqueles que têm mais condições para mobilizar simpatias e todos aqueles com responsabilidades políticas, têm a obrigação de se disponibilizar para ir à luta. Este é um momento particularmente difícil, em que é preciso adoptar um espírito de missão em que ninguém deve ser alheio e ficar em casa”, advoga Gonçalo Valente.

Foi reeleito sábado, 17 de Outubro, como presidente da Distrital de Beja do PSD. Esperava ter tidoopositor(es) nestas eleições ou este é um sinal de coesão em torno da sua liderança?
Quando nos propomos a eleições temos de estar preparados para todos os cenários e não podemos ter medo – medo e política são antagónicos – de nos sujeitarmos a uma avaliação. Em política nada é previsível e muito menos conseguimos agradar a todos, sendo uma actividade em que a decisão e a própria acção é uma constante. Temos de estar disponíveis para a crítica. Assim, é sempre expectável haver quem discorde de nós. Contudo, senti desde a primeira hora uma convergência grande e aglutinadora, que se traduziu num apoio efectivo à minha liderança.

Em 2019, quando foi eleito pela primeira vez, assumiu que o PSD de Beja “precisava de sair da Praça da República”, no sentido de chegar mais às pessoas e às instituições locais. Sente que essa meta foi alcançada?
Essa meta não foi totalmente alcançada, mas demos um grande salto nesse sentido. Tivemos dois anos muito atípicos e exigentes. Se num primeiro ano, com o handicap de herdar um partido muito fracturado, tivemos três actos eleitorais, não nos restando grande tempo para outras iniciativas políticas, num segundo ano “levámos” com este pesadelo da Covid em cima. Tínhamos planeado um ano repleto de acção política no terreno, com a presença de várias figuras nacionais do PSD, mas este agente desconhecido trocou-nos as voltas. Contudo, creio que estivemos sempre atentos e fomos pró-activos naquelas que foram as grandes preocupações dos baixo-alentejanos.
Trouxemos deputados ao território, trouxemos amiúde o presidente do partido a Beja, reunimos com associações, sindicatos e instituições, e tentámos que a ausência de representatividade na Assembleia da República não fosse sentida, procurando nós desenvolver esse trabalho. E batemo-nos sempre pelas obras prioritárias para a região, procurando soluções para a sua exequibilidade. Num plano mais interno, reactivámos a Secção de Almodôvar, a Distrital da JSD e a JSD de Almodôvar, melhorámos infra-estruturalmente a sede distrital e conseguimos incluir um elemento no Conselho Nacional [do PSD]. Também aumentámos o número de militantes significativamente e adquirimos equipamento para dotar as secções de melhores condições de trabalho, etc.
Acredito que nestes dois anos honrámos os pergaminhos do partido e as pessoas sentiram-se representadas, ficando algum “amargo de boca” por termos querido fazer mais e não ter sido possível.

Dentro seu programa para estes próximos dois anos, qual a grande prioridade que traça?
A grande prioridade é, sem dúvida, as eleições Autárquicas e a consequente continuidade da reafirmação do partido na região. O distrito de Beja precisa de um PSD forte, dinâmico, interventivo e, acima de tudo, que vá de encontro àquilo que são as grandes preocupações das pessoas. A hegemonia socialista já provou que não serve os interesses da região, cabe a nós provar que estamos à altura dessa responsabilidade.

Sente que há condições para o PSD reforçar o seu número de eleitos no distrito nas Autárquicas de 2021?
Será um desafio muito importante para aumentar a nossa representatividade e a consequente responsabilidade nas grandes decisões locais. Os “históricos” do PSD, aqueles que têm mais condições para mobilizar simpatias e todos aqueles com responsabilidades políticas, têm a obrigação de se disponibilizar para ir à luta. Este é um momento particularmente difícil, em que é preciso adoptar um espírito de missão em que ninguém deve ser alheio e ficar em casa. Se este trabalho for conseguido, não tenho dúvidas que vamos aumentar a nossa expressão política no distrito.

O que será um bom resultado para o PSD Beja nas Autárquicas 2021?
Muito realisticamente falando e sem demagogias – que abomino solenemente –, aumentar o número de eleitos, melhorar significativamente os resultados nalguns municípios que nos são mais favoráveis e inverter o que até aqui não tem passado de tentativas frustradas, iniciando, por assim, dizer uma nova história. Alcançar estes objectivos é bom, superá-los será óptimo. Sinto que as pessoas têm saudades de votar PSD nalguns concelhos. A nossa obrigação é oferecer-lhes as melhores equipas para que possam concretizar esse desejo.

Conta ter candidaturas em todos os concelhos?
Não me passa pela cabeça outra coisa.

Também pretende “comprometer a direcção nacional [do PSD] com as grandes causas regionais”. A que causas se refere?
Esse primeiro passo já foi dado e não vamos baixar os braços na procura de soluções para as obras estratégicas. A nossa obrigação é colocar a região à frente da instituição e enquanto eu aqui estiver será assim. O aeroporto de Beja como principal eixo de desenvolvimento da região, acessibilidades condignas, a seca e a saúde, são as causas mais urgentes a tratar. O PSD tem a responsabilidade de pugnar pelos interesses de todos os portugueses e ainda uma responsabilidade maior por aqueles que passam mais dificuldades, como é o nosso caso e de todos aqueles que sofrem com a interioridade. A redução das assimetrias regionais não pode ser apenas uma mera frase simpática. É para ser concretizada!

Entrevista publicada na edição de 23 de Outubro do “Correio Alentejo”

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