Diocese de Beja não respondeu à comissão de estudo de abusos sexuais na igreja

O bispo de Beja, D. João Marcos, não chegou a responder aos contactos realizados pelos responsáveis pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa.

Esta comissão foi criada por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) em novembro de 2021, sendo liderada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht, mas nem assim o contacto do grupo de trabalho com a hierarquia católica foi fácil, como revela o relatório divulgado na segunda-feira, 13.

De acordo com o documento, os responsáveis pelas dioceses de Beja e de Setúbal nem responderam à comissão, que desde o início entendeu ser “importante ouvir, através de entrevistas, os atuais líderes da Igreja Católica portuguesa”.

No documento, o grupo liderado por Pedro Strecht não esconde algumas dificuldades sentidas no relacionamento com a hierarquia católica, desde logo ao revelar que, ao contrário das vítimas, que se dirigiram à comissão, “o esforço para aceder a esta franja da Igreja Católica partiu da Comissão”.

Segundo a equipa de Strecht, em fevereiro de 2022, a comissão lançasse aos 18 bispos portugueses titulares de dioceses e aos três administradores diocesanos das dioceses em sede vacante, por correio eletrónico, um convite “para uma reunião” via online “com o objetivo de aprofundar diversos temas”.

A comissão acrescenta que o bispo de Beja, assim como um administrador diocesano de Setúbal, “nunca responderam às chamadas”.

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Correio Alentejo

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