Crianças de Grândola e Alcácer recriam "O Principezinho"

Crianças de Grândola e Alcácer

Cerca de 500 crianças dos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal protagonizam este sábado, 29, no Carvalhal (Grândola), o espectáculo musical “O Principezinho”.
O espectáculo integra o festival "Terras Sem Sombra" e constitui o ponto alto de um projecto pedagógico e artístico desenvolvido, ao longo do ano, com alunos das escolas de duas freguesias de Grândola (Melides e Carvalhal) e uma de Alcácer do Sal (Comporta), entre os três e os 10 anos.
O desafio foi lançado e promovido no âmbito do IX Festival Terras sem Sombra (FTSS), o maior evento em Portugal dedicado à música sacra, a cargo do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB).
No espectáculo deste sábado, 29, baseado no musical “O Principezinho”, de Victor Palma, numa adaptação da obra homónima do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, as crianças envolvidas no projecto vão ser os actores e figurantes.
Os alunos vão ser dirigidos pelo maestro Nuno Lopes, do Teatro Nacional de São Carlos, e acompanhados pelo Coro Juvenil de Lisboa.
Maria Luísa Carles, da Companhia Nacional de Bailado, “assina” a direcção coreográfica do espectáculo, que vai ser representado no recinto de feiras do Carvalhal.
Segundo o DPHADB, o objectivo de todo este projecto foi “despertar novos olhares” dos mais novos “sobre a cultura e as questões ambientais”.
“Com o gosto e a disciplina transmitidos pelo ensino da música, as crianças ligam-se ao canto, aos instrumentos, ao movimento e, finalmente, ao espectáculo em si”, disse também o maestro Nuno Lopes.
Já Victor Palma realçou que “O Principezinho” foi a obra escolhida como “pano de fundo” devido à mensagem que se queria passar com a iniciativa.
“Tal como o menino que vive sozinho com a sua rosa no asteróide B612 nos deixa a mensagem de que ‘o essencial é invisível aos olhos’”, também o projecto quis mostrar “que a cultura e o ambiente são fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade”, disse.
E, acrescentou, que “o comportamento” de cada um e “as práticas sustentáveis têm repercussões evidentes nestas duas áreas tão sensíveis”.
A iniciativa espelha também a dimensão pedagógica conferida ao FTSS, enquanto factor de inclusão cultural no campo da música.
“A responsabilidade social não se cinge às questões relacionadas com a salvaguarda da biodiversidade, de que o festival é um grande impulsionador. Há que ir mais longe”, justificou António Falcão, director-geral do DPHADB.
Através do projecto, sublinhou o responsável, o DPHADB pretendeu “garantir o acesso de muitas crianças à cultura e, particularmente, à música”, contribuindo para “preparar os públicos do futuro”.
A iniciativa contou com o apoio das câmaras de Grândola e de Alcácer do Sal, da Fundação Herdade da Comporta e dos agrupamentos escolares envolvidos.
A nona edição do FTSS arrancou a 13 de Abril e decorre até 13 de Julho, com concertos em igrejas históricas do Alentejo e acções associadas à biodiversidade alentejana.

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Correio Alentejo

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