Voto (f)útil

Quinta-feira, 17 Setembro, 2020

Luís Dargent

dirigente do CDS

Antes de vos vender o meu peixe, caros leitores, permitam que faça uma declaração de interesse: “Sou o nº 3 da lista do CDS-PP pelo distrito de Beja às eleições do próximo dia 5 de Junho”.
Como será fácil de verificar, são remotas as possibilidades de ser eleito (sou um optimista por natureza), mas mesmo assim acho importante vir aqui dizer que “este é o momento”. Nunca na história da nossa jovem democracia nos encontrámos numa encruzilhada como esta, sendo os tempos que se avizinham certamente muito duros. Parece-me este tom paternalista, apesar de chato e pretensioso, adequado ao que tenho para vos dizer.
Gostava de ter arte para fazer o meu discurso de “sangue, suor e lágrimas”, mas infelizmente muitos conhecem o original, resultando por isso, o meu, no mínimo pífio, aconselho no entanto a sua leitura.
Podia dizer que a solução para a crise passa pela adopção de três medidas essenciais: trabalho, mais trabalho e ainda mais trabalho, mas sinceramente não quero ofender os muitos milhares de portugueses desempregados, actuais e futuros, com uma figura de estilo inconsequente que só ajudaria a tornar ainda mais insuportável a sua situação (à qual na esmagadora maioria dos casos são completamente alheios). Peço desculpa, mas continuo a achar que a melhor solução para o desemprego não é o subsídio ou qualquer outro sucedâneo, mas o trabalho.
Independentemente destes meus devaneios, venho pedir-vos em primeiro lugar que votem, em segundo lugar que votem a favor de alguém e, por fim, se possível que se lembrem do primeiro parágrafo deste texto e me dêem uma alegria.
Tendo em conta o que aconteceu na legislatura que terminou, não serei o único a ficar contente, pois com 10,5% dos votos corresponderam ao CDS-PP 9,1% dos deputados (21) que foram responsáveis por:
– 34% das iniciativas legislativas (projectos de lei, projectos de resolução e apreciações parlamentares);
– 44% das iniciativas parlamentares (perguntas e requerimentos ao Governo e administração);
– apesar da legislatura ter durado apenas um ano e meio, a apresentação de iniciativas que correspondem a 85% do seu programa eleitoral de 2009;
– 24% de todas as iniciativas aprovadas pelos grupos parlamentares.

Apesar de saber que a quantidade não é qualidade, queria salientar que foi este o grupo parlamentar que mais iniciativas viu aprovadas nesta legislatura.
Por tudo isto garanto-vos que o voto no CDS-PP será tudo menos fútil!

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